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ÂNGELO CHEQUER COMPLETA 100 DIAS DE GESTÃO A FRENTE DA PREFEITURA DE VIÇOSA

No dia 30 de setembro de 2014, Viçosa comemoraria 143 anos de história. Comemoraria, pois todas as festividades oficiais foram canceladas. A morte do médico e então prefeito, Celito Sari, abalou toda a população. Mesmo tendo o seu nome envolvido em diversos escândalos e vendo CPI’s sendo abertas na Câmara Municipal, Doutor Celito gozava de certo prestígio junto aos mais necessitados. O prefeito exercia a medicina concomitantemente ao cargo de chefe do executivo municipal e ainda era plantonista em um dos hospitais públicos da cidade.

Dois dias depois, o seu vice – que estava meio afastado da política da cidade –, Ângelo Chequer, assumiu a Prefeitura de Viçosa. Jovem, Ângelo ocupou o mesmo cargo que seu pai, Antônio Chequer, exerceu por três vezes. No discurso de posse, o novo Chequer prometeu combater a corrupção “com mãos de ferro”, a ouvir as lideranças políticas sem se importar com bandeiras partidárias e ainda disse em “alto e bom som” que não seria candidato à reeleição em 2016. As duas primeiras promessas ele cumpre à risca nesses primeiros 100 dias de governo. Quanto a última, ele já disse que deve rever.

No entanto, as eleições de 2016 ainda não eram pauta na cidade no ano passado, mas as eleições de 2012 ainda repercutiam do lado da chapa perdedora. A coligação “Avançar Sempre Juntos”, encabeçada por Cristina Fontes, havia entrado com processo na Justiça Eleitoral, ainda antes da morte do Doutor Celito, apontando irregularidades na campanha eleitoral da coligação vencedora. Derrotada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia 12 de novembro de 2014, Cristina prometeu seguir em frente com o processo.

A nova gestão tinha um imenso desafio pela frente: recuperar a credibilidade da Prefeitura. Como dito, o ex-prefeito Celito Sari respondia por inúmeros processos. Ângelo assumiu e trocou quase que por completo o seu secretariado. O primeiro nome anunciado foi o do zootecnista Luciano Piovesan para a Secretária Municipal de Governo. Piovesan, hoje, é o braço direito de Ângelo na gestão que se iniciou a 100 dias.

Dois vereadores foram convidados para compor o quadro da nova administração municipal. Sérgio Norfino assumiu a complicada pasta da Saúde e Geraldo Luís Andrade (Geraldão), a Cultura. Além de confiar no potencial técnico dos novos secretários, o objetivo era o de também dar rodagem a duas vereadoras de partidos da base aliada de Ângelo. Maura Fontenelle (PSDB, mesmo partido do prefeito) e Maria Heloísa Gomes dos Santos (PHS) assumiram as cadeiras vagas na Câmara Municipal. Ângelo ainda viu a vereadora Marilange Santana Pinto Coelho, da situação, vencer a eleição para a presidência da mesa diretora da Câmara Municipal de Viçosa no último dia 15 de dezembro.

A principal obra desses 100 dias de governo foi o asfaltamento de diversas ruas no Centro da cidade. No entanto, a nova camada asfáltica não deve ficar restrita à zona central de Viçosa. No início desse ano, o prefeito anunciou a verba para o asfaltamento de mais 23 ruas em bairros do município. Porém, a grande obra que pode consagrar Ângelo Chequer é a transferência da sede da Prefeitura para o prédio do antigo Colégio Viçosa, ao lado do Fórum, da Delegacia da Polícia Civil e do quartel da Polícia Militar (PM). Ali, Ângelo acredita que deva se formar um novo centro administrativo da cidade.

Nesses 100 dias, Ângelo ainda viu as inaugurações do Posto de Perícia Integrada da Polícia Civil e do quartel do pelotão do Corpo de Bombeiros Militar em Viçosa. Obras inauguradas pelo então governador do Estado de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho Júnior, que aproveitou a vinda à cidade para anunciar a elevação da companhia especial da PM para companhia independente, fato que deve propiciar um aumento no efetivo policial e nos recursos destinados à segurança em Viçosa nos próximos meses.

Apesar da data, Ângelo destaca que o governo dele está começando de fato apenas neste ano.

– Todo governante tem 90 dias para montar a equipe de transição. Infelizmente, eu não tive esse tempo. Então, esses 100 dias de governo, na verdade, são apenas dez.

Pedro Vital

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