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IPC-Viçosa registra inflação de 1,07%

O Departamento de Economia da UFV, por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), registrou inflação de 1,07% em Viçosa no mês de janeiro – valor superior ao de dezembro de 2014 (1,04%). Dos sete grupos que compõem o IPC, seis apresentaram inflação. Além disso, o custo da cesta básica teve aumento de 8,72%.

No grupo Educação e Despesas Pessoais (4,92%), o destaque foi o aumento dos preços do subgrupo Educação (7,29%), devido ao reajuste anual das Mensalidades e Taxas Escolares (9,27%).

A inflação, no grupo Alimentação (1,00%), foi referente aos itens Tubérculos, Raízes e Legumes (23,67%), com destaque para o Tomate (69,50%), Feijão Carioca (42,83%), Batata Inglesa (41,08%), Repolho (31,63%), Abacate (26,88%) e Banana Prata (23,06%). Outros itens que apresentaram variações consideráveis foram: Carnes processadas (5,14%), Hortaliças e Verduras (4,99%), Óleos e Gorduras (3,93%) e Carnes Bovinas (2,43%).

O item Empregados Domésticos (5,77%) impulsionou a inflação do grupo Habitação (0,99%), devido ao reajuste anual do salário mínimo. Em 2014, o patrão gastou R$ 10.695,89 com um empregado doméstico. Em 2015, entre salário, 13º, férias e contribuição previdenciária, o gasto será de R$ 11.641,38 – um aumento de R$ 945,49.

No grupo Transporte e Comunicação (0,82%), a maior alta de preços foi no item Transporte Coletivo Interurbano (6,43%), principalmente nas passagens de Viçosa para Juiz de Fora (9,26%) e de Viçosa para Belo Horizonte (9,22%). Já em Saúde e Cuidados Pessoais (0,04%), as altas de preços foram nos itens Produtos para Barba (30,63%), Produtos para Cabelo (15,83%) e Material para Curativos (7,74%). No subgrupo Assistência à Saúde, o destaque foi o reajuste dos Planos de Saúdes (3,25%).

O grupo Vestuário foi o único a apresentar deflação (-2,72%), com reduções de preço nos subgrupos Roupas (-2,87%) e Calçados e Acessórios (-2,62%), devido às promoções e liquidações de estoque de verão.

O significativo aumento no preço da cesta básica também foi verificado em nível nacional. Segundo a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço aumentou em 17 das 18 capitais onde a pesquisa é realizada. Em Belo Horizonte, por exemplo, a alta foi de 6,81%.

O trabalhador viçosense que ganhou um salário mínimo de R$ 788, em janeiro, gastou 36,38% de sua renda para adquirir os produtos que compõem a cesta básica de alimentação. Em horas trabalhadas, foram necessárias 80,03 horas para adquirir a cesta.

Todos os dados do IPC de janeiro podem ser conferidos neste link.

O Índice de Preços ao Consumidor de Viçosa

O Departamento de Economia da Universidade Federal de Viçosa acompanha, desde 1985, a evolução dos preços dos bens e serviços pagos pelos consumidores viçosenses. A pesquisa tem como público-alvo uma família de quatro pessoas, com renda entre um e seis salários mínimos.

Além do levantamento da inflação, mensalmente, é calculado o custo da cesta básica de alimentação para um trabalhador adulto, definida pelo Decreto-lei número 399 de 30 de abril de 1938. Os objetivos são avaliar o poder de compra do salário mínimo e identificar o número de horas de trabalho necessárias para a aquisição desta cesta.

Atualmente, a pesquisa conta com o apoio da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) e da Empresa Júnior de Economia (Ejesc Jr).

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