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Segunda fase da operação Poder Paralelo é deflagrada em Viçosa
7 de abril de 2022

Ação foi deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as polícias Militar e Civil e teve o objetivo de combater o grupo que atua no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, como homicídios.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã de quarta-feira, 6 de abril, a segunda fase da operação Poder Paralelo, com o objetivo de apurar e reprimir condutas perpetradas por membros de organização criminosa atuante no município de Viçosa e região, voltada ao tráfico de drogas, à lavagem de capitais e à prática de crimes violentos, como homicídios. 

A ação está sendo conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Viçosa e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade de Visconde do Rio Branco, em conjunto com as Polícias Civil e Militar.  

O objetivo da operação é dar cumprimento a oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Viçosa e Leopoldina, na Zona da Mata. 

Investigações 

Posteriormente à deflagração da primeira fase da operação Poder Paralelo, ocorrida em 21 de setembro de 2020, foi possível identificar o altíssimo fluxo de substâncias entorpecentes, armas de grosso calibre e dinheiro movimentados pela organização criminosa sediada no bairro Bom Jesus, em Viçosa. Nesse contexto, as diligências empreendidas foram capazes de identificar a atuação de um núcleo organizacional que movimentava valores expressivos de capital, superando um milhão de reais por mês. 

Diante desse cenário, o MPMG postulou a prisão preventiva dos envolvidos e a busca e apreensão domiciliar. O Poder Judiciário, por sua vez, deferiu o pedido de busca e apreensão e indeferiu o pedido de prisão, aplicando a três envolvidos medidas cautelares diversas da custódia. 

O MPMG está oferecendo denúncia contra seis investigados, sendo-lhes imputados os crimes de organização criminosa majorada (artigo 2º, caput, e §§ 2º, 3º e 4º, inciso IV, da Lei nº. 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, caput, §1º, incisos I e II, e §4º, da Lei nº. 9613/98). 

De acordo com o Gaeco, as investigações seguirão para apurar o envolvimento de terceiros nas condutas delitivas praticadas pela organização, bem como para constatar o rastro deixado pela atuação financeira do grupo, já que os investigados ocultam e dissimulam a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais, inclusive veículos, empresas e imóveis. 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta quarta-feira (6) a segunda fase da Operação "Poder Paralelo" em Viçosa e Leopoldina. A ação foi desencadeada contra uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, como homicídios.

Segundo o MPMG, o objetivo da operação foi dar cumprimento a 8 mandados de busca e apreensão nas cidades de Viçosa e Leopoldina. Na ação foram apreendidos veículos utilizados pelos alvos, além de celulares, computadores e demais objetos de interesse criminalístico.

Na primeira fase, foram feitas apreensões em Viçosa, Paula Cândido e Ponte Nova. A partir dos materiais, as investigações identificaram alto fluxo de substâncias entorpecentes e armas de grosso calibre por parte da organização criminosa sediada no Bairro Bom Jesus, em Viçosa. As diligências identificaram que o núcleo organizacional movimenta mais de R$ 1 milhão por mês.

Foto das armas estava em dispositivo eletrônico de um dos alvos da ação deflagrada em Viçosa — Foto: MPMG/Divulgação

Diante desse cenário, o MPMG postulou a prisão preventiva dos envolvidos e a busca e apreensão domiciliar. O Poder Judiciário, por sua vez, deferiu o pedido de busca e apreensão e indeferiu o pedido de prisão e aplicou a 3 envolvidos outras medidas cautelares.

De acordo com o MPMG, foi oferecida denúncia criminal em contra 6 investigados pelos crimes de organização criminosa majorada, lavagem de dinheiro e concurso material.

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil.

A operação contou com o apoio dos servidores do Ministério Público, do 68º BPM, 10ª CIA PM IND, Delegacia de Tóxicos da Polícia Civil de Viçosa e Grupo Especializado em Radiopatrulhamento (GER) 4ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais.

Primeira fase

A 1ª fase da Operação "Poder Paralelo" foi deflagrada em Viçosa, Paula Cândido e Ponte Nova em setembro do ano passado. Na ocasião, foram cumpridos dois mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e efetuadas quatro prisões em flagrante.

Durante a operação foram apreendidos os seguintes materiais:

  • meia barra de maconha
  • 19 porções de maconha
  • várias sementes e um pé de maconha
  • 100 gramas de cocaína
  • duas balanças de precisão
  • quatro rádios comunicadores
  • R$ 109 mil em dinheiro
  • R$ 2.374,81 em cheque
  • duas motos
  • um carro de luxo
  • uma pistola .40
  • cinco munições .40
  • um carregador
  • dois notebooks
  • 21 celulares
  • um caderno de anotações
  • dois pendrives
  • documentos diversos

O MPMG informou que o nome “Poder Paralelo” faz alusão ao grau de organização do grupo criminoso.

Dinheiro apreendido durante Operação 'Poder Paralelo' em Viçosa — Foto: MPMG/Divulgação

Informações do Gaeco de Visconde do Rio Branco do G1

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