O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã de quarta-feira, 6 de abril, a segunda fase da operação Poder Paralelo, com o objetivo de apurar e reprimir condutas perpetradas por membros de organização criminosa atuante no município de Viçosa e região, voltada ao tráfico de drogas, à lavagem de capitais e à prática de crimes violentos, como homicídios.
A ação está sendo conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Viçosa e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade de Visconde do Rio Branco, em conjunto com as Polícias Civil e Militar.
O objetivo da operação é dar cumprimento a oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Viçosa e Leopoldina, na Zona da Mata.
Investigações
Posteriormente à deflagração da primeira fase da operação Poder Paralelo, ocorrida em 21 de setembro de 2020, foi possível identificar o altíssimo fluxo de substâncias entorpecentes, armas de grosso calibre e dinheiro movimentados pela organização criminosa sediada no bairro Bom Jesus, em Viçosa. Nesse contexto, as diligências empreendidas foram capazes de identificar a atuação de um núcleo organizacional que movimentava valores expressivos de capital, superando um milhão de reais por mês.
Diante desse cenário, o MPMG postulou a prisão preventiva dos envolvidos e a busca e apreensão domiciliar. O Poder Judiciário, por sua vez, deferiu o pedido de busca e apreensão e indeferiu o pedido de prisão, aplicando a três envolvidos medidas cautelares diversas da custódia.
O MPMG está oferecendo denúncia contra seis investigados, sendo-lhes imputados os crimes de organização criminosa majorada (artigo 2º, caput, e §§ 2º, 3º e 4º, inciso IV, da Lei nº. 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, caput, §1º, incisos I e II, e §4º, da Lei nº. 9613/98).
De acordo com o Gaeco, as investigações seguirão para apurar o envolvimento de terceiros nas condutas delitivas praticadas pela organização, bem como para constatar o rastro deixado pela atuação financeira do grupo, já que os investigados ocultam e dissimulam a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais, inclusive veículos, empresas e imóveis.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta quarta-feira (6) a segunda fase da Operação "Poder Paralelo" em Viçosa e Leopoldina. A ação foi desencadeada contra uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, como homicídios.
Segundo o MPMG, o objetivo da operação foi dar cumprimento a 8 mandados de busca e apreensão nas cidades de Viçosa e Leopoldina. Na ação foram apreendidos veículos utilizados pelos alvos, além de celulares, computadores e demais objetos de interesse criminalístico.
Na primeira fase, foram feitas apreensões em Viçosa, Paula Cândido e Ponte Nova. A partir dos materiais, as investigações identificaram alto fluxo de substâncias entorpecentes e armas de grosso calibre por parte da organização criminosa sediada no Bairro Bom Jesus, em Viçosa. As diligências identificaram que o núcleo organizacional movimenta mais de R$ 1 milhão por mês.
Diante desse cenário, o MPMG postulou a prisão preventiva dos envolvidos e a busca e apreensão domiciliar. O Poder Judiciário, por sua vez, deferiu o pedido de busca e apreensão e indeferiu o pedido de prisão e aplicou a 3 envolvidos outras medidas cautelares.
De acordo com o MPMG, foi oferecida denúncia criminal em contra 6 investigados pelos crimes de organização criminosa majorada, lavagem de dinheiro e concurso material.
A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil.
A operação contou com o apoio dos servidores do Ministério Público, do 68º BPM, 10ª CIA PM IND, Delegacia de Tóxicos da Polícia Civil de Viçosa e Grupo Especializado em Radiopatrulhamento (GER) 4ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais.
Primeira fase
A 1ª fase da Operação "Poder Paralelo" foi deflagrada em Viçosa, Paula Cândido e Ponte Nova em setembro do ano passado. Na ocasião, foram cumpridos dois mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e efetuadas quatro prisões em flagrante.
Durante a operação foram apreendidos os seguintes materiais:
O MPMG informou que o nome “Poder Paralelo” faz alusão ao grau de organização do grupo criminoso.
Informações do Gaeco de Visconde do Rio Branco do G1