Aumento dos custos de produção e incertezas climáticas pressionam preços de frango e suínos, enquanto o ovo apresenta queda.
O mercado de carnes enfrenta um cenário complexo. Primeiramente, a queda da arroba bovina, que deveria levar à redução dos preços de frango e porco, não se concretiza. Além disso, a carne bovina permanece inacessível para muitos consumidores, mesmo com a queda do preço do boi de R$ 350 para R$ 310 a arroba.
Contudo, produtores rurais vendem o boi a preços mais baixos para os frigoríficos, mas a redução não chega ao consumidor. Consequentemente, as carnes suína e de frango registram aumentos constantes, impulsionados pelo aumento dos custos de produção. Ademais, a carne suína lidera os aumentos, sem previsão de estabilização. Portanto, novas tabelas de preços são esperadas. Similarmente, o frango, após aumentos em fevereiro, deve ter novo reajuste.
Decerto, o aumento do preço do milho, principal insumo para a produção de frango e suínos, é um dos principais fatores para a alta nos preços. Enquanto isso, o mercado interno registra alta, contrariando a bolsa internacional. Outrossim, os baixos estoques nacionais e a demanda das usinas de etanol contribuem para o cenário. Entretanto, a expectativa de boa safra para o meio do ano é incerta, com atrasos no plantio no Mato Grosso e incertezas climáticas.
Igualmente, o trigo também apresenta alta no mercado internacional, impactando o preço de produtos como pão e macarrão. Em contrapartida, o ovo registra queda de 10% desde 17 de fevereiro. Por fim, o café segue em alta, com algumas marcas ultrapassando R$ 70 por meio quilo.
Informações: Rádio Itatiaia