Ministério da Saúde atualiza Caderneta da Pessoa Idosa com novos indicadores
5 de janeiro de 2026

O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta (2), uma versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa. O documento apresenta uma estrutura reformulada com o objetivo de facilitar a comunicação entre os mais de 32 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais, seus familiares e as equipes de saúde. A nova edição utiliza linguagem simplificada e fontes maiores para ampliar a acessibilidade do conteúdo técnico.
Dentre as principais alterações, o ministério incluiu o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF). Este indicador permite que os profissionais de saúde avaliem as condições de fragilidade e identifiquem necessidades específicas de cada paciente de forma individualizada. O material também incorpora seções dedicadas à saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social, refletindo a realidade social do público atendido.
A caderneta atua como um registro centralizado do histórico clínico do cidadão. O documento organiza informações sobre consultas médicas, cronograma de vacinação, uso de medicamentos e resultados de exames laboratoriais. Além do acompanhamento clínico, o instrumento oferece orientações práticas sobre alimentação saudável, direitos garantidos por lei e listas de serviços com telefones úteis para o cotidiano do idoso.
Atualmente, os interessados conseguem acessar o material em formato digital diretamente no site oficial do Ministério da Saúde. O órgão estabeleceu um cronograma para que, ainda no decorrer de 2026, o arquivo esteja disponível no aplicativo Meu SUS Digital. A pasta também planeja a distribuição da versão física impressa em todo o território nacional para atender quem não possui acesso aos meios digitais.
A nova versão utiliza recursos tecnológicos para complementar as informações impressas. O uso de QR codes direciona usuários e profissionais a conteúdos educativos adicionais sobre saúde e prevenção. Segundo o Ministério da Saúde, a reestruturação buscou tornar o material mais robusto e adequado à diversidade da população idosa brasileira, servindo como um elo entre a família e o sistema público de saúde.
O documento permanece como a ferramenta oficial para o acompanhamento da saúde integral na terceira idade, integrando dados clínicos e sociais em um único suporte. As autoridades reforçam que a organização dos registros na caderneta auxilia na continuidade dos tratamentos e na eficácia do atendimento nas unidades de saúde.
Informações: Agência Brasil