Viçosa recebe roda de conversa sobre memórias e tradições afro-diaspóricas
5 de janeiro de 2026

O município de Viçosa sedia, na quarta (21), uma roda de conversa voltada à preservação da memória da população afro-diaspórica. O encontro ocorre na Rua Cirilo do Carmo, número 35, no bairro Nova Era. A iniciativa propõe um espaço para o registro de tradições que compõem a história coletiva da região por meio do relato dos participantes.
O evento convida pessoas afrodescendentes da cidade para compartilhar lembranças de diferentes épocas e contextos. A organização busca reunir registros sobre festas familiares, rezas, músicas e práticas cotidianas, como o preparo de alimentos e o ato de trançar cabelos. Esses elementos constituem a base das memórias sensoriais e vivências coletivas que o projeto pretende documentar e valorizar junto à comunidade local.
A proposta central do encontro reside na reconstrução do fio de memória que conecta as gerações atuais aos seus antepassados. Os organizadores destacam que as histórias individuais, muitas vezes consideradas pequenas, guardam a trajetória de resistência e reinvenção de povos que atravessaram oceanos. O compartilhamento dessas lembranças visa impedir o apagamento cultural e fortalecer os laços entre os moradores de Viçosa.
Durante a roda de conversa, os presentes poderão relatar jeitos de falar, sons e sabores que marcaram suas trajetórias pessoais e familiares. O foco está na manutenção de um patrimônio imaterial que sobrevive através da oralidade e das práticas comunitárias. A ação incentiva que a voz de cada integrante some-se ao coro dos denominados "Cantos Ancestrais".
A presença da comunidade é o elemento fundamental para o sucesso da dinâmica proposta. Ao partilhar vivências, o cidadão contribui para a manutenção de uma história que resistiu ao tempo e que agora serve de inspiração para as novas gerações. O registro dessas informações auxilia na preservação de costumes que definem a identidade cultural afro-brasileira no interior de Minas Gerais.
A roda de conversa reforça o papel da memória viva como ferramenta de fortalecimento social. O evento é aberto aos interessados em ouvir, falar e partilhar experiências que conectam o passado ao presente da cidade.