Operação Meetinghouse prende 25 investigados por ligação com facção criminosa na Zona da Mata
19 de janeiro de 2026

Mandados foram cumpridos em cidades de Minas Gerais e no Rio de Janeiro durante ação integrada do Ministério Público e da Polícia Militar
A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de 25 pessoas investigadas por integrar a facção criminosa Comando Vermelho, com atuação na Zona da Mata mineira. A medida atendeu a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e integra a segunda fase da Operação Meetinghouse. As prisões têm como objetivo conter a continuidade das ações criminosas e garantir a efetividade da persecução penal.
Os mandados foram cumpridos na quinta-feira, 15 de dezembro, nos municípios de Tocantins, Ubá, Além Paraíba e Rio Pomba, em Minas Gerais, além da cidade do Rio de Janeiro. As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa vinculada à facção, com incidência principalmente nas regiões de Tocantins, Ubá e Rio Pomba, envolvendo crimes relacionados ao tráfico de drogas e de armas, homicídios e outros delitos.
Como desdobramento das decisões judiciais, duas pessoas apontadas como lideranças do grupo em Minas Gerais foram presas no Estado do Rio de Janeiro. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens, com a finalidade de enfraquecer a estrutura patrimonial utilizada para sustentar as atividades ilícitas investigadas.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional Zona da Mata, em conjunto com a Promotoria de Justiça Criminal de Ubá, o Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Na primeira fase da Operação Meetinghouse, deflagrada em novembro do ano passado, foram apreendidas 444 porções de cocaína, 41 pedras de crack, 31 porções de maconha e uma barra da mesma droga. Também foram recolhidos dois revólveres calibre 32, um simulacro de arma de fogo, 62 munições de calibres variados e três bombas artesanais. A ação resultou ainda na apreensão de 25 aparelhos celulares, um tablet, um notebook, cinco câmeras, quatro gravadores de vídeo digitais, dois rádios comunicadores, quatro balanças de precisão, materiais para embalagem de drogas e cerca de R$ 10 mil em dinheiro. Dois imóveis foram interditados ou tornados indisponíveis pela Justiça, além da apreensão de um veículo.
O MPMG informou que as investigações continuam, com adoção das providências necessárias para identificação e responsabilização de todos os envolvidos, observados os limites legais e o interesse público.
Informações: MPMG