Censo 2022 aponta desigualdades entre homens e mulheres em educação, trabalho e renda em Minas Gerais
9 de março de 2026

Dados do IBGE mostram maior nível de instrução entre mulheres, mas menor ocupação no mercado de trabalho e rendimento médio inferior
Dados do Censo Demográfico 2022 indicam diferenças entre homens e mulheres em Minas Gerais em áreas como educação, mercado de trabalho, renda e composição familiar. O levantamento integra um informativo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, as mulheres representam 51,2% da população mineira, enquanto os homens correspondem a 48,8%. Em 398 dos 853 municípios do estado, a população feminina é maioria.
Na educação, o Censo mostra maior participação das mulheres nos níveis mais avançados de escolaridade. Entre pessoas com 25 anos ou mais, elas representam 52,9% daqueles com ensino médio completo e superior incompleto e 60,4% entre os que possuem ensino superior completo. Já os homens predominam nos níveis mais baixos de instrução.
A frequência escolar também é maior entre mulheres em quase todas as faixas etárias. Entre jovens de 18 a 24 anos, por exemplo, 28,9% das mulheres frequentavam escola ou universidade em 2022, contra 24% dos homens.
Apesar do maior nível de instrução, as mulheres enfrentam diferenças no mercado de trabalho. Em Minas Gerais, o nível de ocupação entre pessoas com 14 anos ou mais foi de 56%. Entre os homens, a taxa foi de 65,2%, enquanto entre as mulheres ficou em 47,5%.
O rendimento médio mensal também apresenta diferença entre os sexos. Em 2022, as mulheres receberam, em média, R$ 2.206,83 por mês, valor equivalente a 76,6% do rendimento médio dos homens, que foi de R$ 2.880,34.
Entre profissionais das áreas de ciências e atividades intelectuais, as mulheres tiveram rendimento médio de R$ 4.240,88, equivalente a 59,7% do ganho médio masculino no mesmo grupo ocupacional. Entre diretores e gerentes, o rendimento médio feminino correspondeu a 61,8% do registrado entre os homens.
O Censo também identificou diferenças na presença feminina em determinadas áreas de formação. Nos cursos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, conhecidos como STEM, as mulheres representaram 31,6% dos concluintes em Minas Gerais.
Em relação ao local de trabalho, 17,7% das mulheres ocupadas no estado trabalhavam em casa, enquanto entre os homens o percentual foi de 14,5%. A maior parte dos trabalhadores mineiros exercia atividade no próprio município de residência.
O levantamento também analisou a composição familiar. Entre os domicílios chefiados por mulheres em Minas Gerais, 31,4% são formados por responsáveis sem cônjuge com filhos ou enteados. Nos domicílios com responsáveis do sexo masculino, essa proporção foi de 4,2%.
Os dados fazem parte de um panorama sobre a situação das mulheres no estado. O IBGE informou que os indicadores também serão disponibilizados em diferentes níveis territoriais na Plataforma Mulheres, com lançamento previsto para 26/03.
Informações: IBGE