Sob o comando de Yan Castro e Luide Barros, o grupo que é referência no passinho e na cultura periférica leva o espetáculo "Olhar Complexo" para Minas Gerais e Espírito Santo em março.
O que começou nas periferias de Viçosa está, literalmente, ganhando o mundo. O projeto Da Favela Para o Mundo, iniciativa que utiliza o passinho e as danças urbanas como ferramenta de transformação social, anunciou uma agenda intensa de apresentações e oficinas para o mês de março de 2026.
Com a turnê "Olhar Complexo", o grupo reforça seu papel como potência cultural, conectando a identidade negra e a juventude periférica mineira a palcos nacionais.
Uberlândia: Workshops e Espetáculo (12 e 14 de março)
A primeira parada da turnê neste mês será no Triângulo Mineiro. Todas as atividades são gratuitas.
12/03 (Quinta-feira):
09h: Aula de Funk/Passinho para alunos de escolas públicas no Centro Municipal de Cultura.
18h30: Apresentação do espetáculo "Olhar Complexo" seguida de roda de conversa com Yan Castro e Luide Barros. Ingressos via Sympla.
14/03 (Sábado):
17h30 e 19h: Workshop técnico no Studio RJ, voltado para bailarinos, professores e coreógrafos.
Vitória (ES): O Passinho cruza a fronteira (20 e 21 de março)
O projeto leva o nome de Viçosa para a capital capixaba com apresentações no SESI e oficinas no centro da cidade.
20/03 (Sexta-feira):
19h: Espetáculo no Centro Cultural SESI-Vitória. Retirada de ingressos pelo Sympla ou na bilheteria do local.
21/03 (Sábado):
17h e 19h: Workshops no Centro Municipal de Cultura de Vitória. Inscrições via site da Prefeitura ou link na bio do projeto.
Viçosa: Raízes Fortalecidas (25 e 26 de março)
O grupo também mantém o compromisso com a base local, realizando intervenções em escolas públicas da cidade:
25/03 (Quarta-feira), 09h30: E.E. Doutor Raimundo Alves Torres (ESEDRAT).
26/03 (Quinta-feira), 09h30: Escola Municipal Ministro Edmundo Lins.
As atividades incluem o espetáculo, oficina e roda de conversa com os alunos.
Criado e dirigido pelo coreógrafo Yan Castro e pelo bailarino Luide Barros, o projeto já circulou por diversas regiões de Minas (como Uberlândia, BH, Juiz de Fora e Ubá), Rio de Janeiro e o extremo sul da Bahia. Entre as premiações que consolidam o grupo estão o 8° Festival de Dança de Juiz de Fora (2025) e o Festival Dança em Movimento de Ubá (2022).
"Mais do que dança, o projeto representa resistência e inclusão. É a prova de que a periferia é um lugar de potência criativa absoluta", afirma Yan Castro.