Pesquisadores da UFV identificam 3 novas espécies de insetos aquáticos na Mata Atlântica
9 de março de 2026

Espécies foram encontradas em Araponga, no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, e em municípios de Santa Catarina
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) identificaram três novas espécies de insetos aquáticos na Mata Atlântica de Minas Gerais e de Santa Catarina. Em Minas, os exemplares foram encontrados no interior do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, localizado no município de Araponga.
O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Igor Ferreira Amaral, Iâmara Pereira dos Santos e pelo professor Frederico Falcão Salles, todos vinculados à UFV. As coletas ocorreram em três municípios brasileiros: Araponga, em Minas Gerais, e São Joaquim e Urubici, em Santa Catarina.
As espécies identificadas pertencem à ordem Ephemeroptera, grupo de insetos aquáticos conhecido pelo ciclo de vida associado a ambientes de água doce. Esses organismos passam a maior parte da vida na fase aquática, geralmente em rios e córregos.
Na fase adulta, os insetos deixam o ambiente aquático e emergem para realizar a reprodução. Nesse estágio, não se alimentam. A fase adulta costuma durar poucas horas ou alguns dias.
O nome da ordem Ephemeroptera tem origem em termos da língua grega. A palavra ephemeros significa efêmero, enquanto pteron se refere a asa. A denominação faz referência ao curto período de vida dos insetos na fase adulta.
De acordo com o estudo, as novas espécies foram registradas em áreas de Mata Atlântica presentes nos estados de Minas Gerais e Santa Catarina. A pesquisa envolveu a coleta de exemplares em ambientes aquáticos e posterior análise para identificação das características que diferenciam as espécies.
O registro amplia o conhecimento científico sobre a diversidade de insetos aquáticos no Brasil. A Mata Atlântica é um dos biomas com maior diversidade biológica do país, e pesquisas desse tipo contribuem para o levantamento de espécies presentes em diferentes regiões.
A identificação de novas espécies também auxilia no avanço de estudos sobre ecologia e biodiversidade em ambientes aquáticos, especialmente em áreas de preservação ambiental como o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro.