Ex-policial de Ubá soma mais de 16 anos de condenações por crimes ligados a milícia e interferência em investigações
20 de março de 2026

Nova sentença inclui pena por dificultar obtenção de provas em apuração do Gaeco
Um ex-policial civil de Ubá acumula mais de 16 anos de condenações por crimes relacionados à atuação em milícia privada e interferência em investigações. A decisão mais recente acrescenta pena por dificultar a obtenção de provas em apuração conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, o réu teria apagado provas armazenadas em dispositivos eletrônicos de forma remota, o que comprometeu o andamento das investigações. Por esse processo, a Justiça fixou pena de quatro anos, dez meses e 15 dias de prisão em regime semiaberto, além de 141 dias-multa.
Antes dessa decisão, o ex-policial já havia sido condenado neste ano a 11 anos e três meses de prisão em regime fechado. A sentença anterior trata dos crimes de milícia privada armada e corrupção passiva. Segundo as investigações, ele liderava um grupo armado na região da Zona da Mata.
O réu está preso desde 28 de novembro de 2024. Além das condenações já proferidas, ele responde a outra ação penal na comarca de Ubá. Nesse processo, o Ministério Público aponta a prática de 272 crimes de corrupção.
As decisões fazem parte de investigações conduzidas pelo Gaeco, com atuação do Ministério Público no combate a organizações criminosas na região. As ações penais seguem em tramitação na Justiça, e novos desdobramentos podem ocorrer conforme o andamento dos processos.