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Um mês após enchente, Ubá ainda contabiliza prejuízos e aguarda medidas anunciadas

24 de março de 2026


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Cidade enfrenta perdas humanas e impacto econômico após cheia do Rio Ubá; promessas de apoio seguem em acompanhamento

Um mês após a enchente registrada na noite de 24 de fevereiro de 2026, o município de Ubá ainda enfrenta os efeitos do desastre que atingiu moradores e o setor produtivo local. O episódio deixou mortos, desaparecidos e centenas de imóveis alagados, além de prejuízos significativos para o comércio.

Na ocasião, o volume elevado de chuva provocou o transbordamento do Rio Ubá em poucos minutos. A água invadiu ruas, residências e estabelecimentos comerciais. Áreas como a Avenida Beira-Rio e o calçadão ficaram submersas. Veículos foram arrastados e estruturas sofreram danos. Moradores deixaram suas casas às pressas, sem conseguir retirar pertences.

Após o ocorrido, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários atuaram em operações de resgate e buscas por desaparecidos. As buscas se estenderam por semanas, até a confirmação das mortes. O encerramento das buscas marcou o fim de uma etapa para familiares das vítimas.

Nos dias seguintes, autoridades estaduais e federais visitaram o município. O governador e o vice-governador de Minas Gerais estiveram na cidade para acompanhar ações emergenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também visitou Ubá, sobrevoou áreas atingidas e anunciou medidas de apoio.

Entre as ações divulgadas estão a liberação do saque do FGTS para trabalhadores afetados, antecipação de benefícios sociais, linhas de crédito para empresários e o pagamento do Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7.300 por família atingida. Também foram informadas medidas para facilitar o acesso a financiamentos.

Levantamento da Associação Comercial de Ubá indica que cerca de 94% dos estabelecimentos comerciais sofreram danos graves ou perdas totais. Mais de mil empresas foram afetadas diretamente. Entre os empresários, 162 relataram perda total dos negócios.

O prejuízo econômico estimado chega a R$ 650 milhões. Mais de 50% dos empresários avaliam a possibilidade de encerrar as atividades, de forma temporária ou definitiva. Aproximadamente 5,7 mil empregos diretos estão sob risco, o que pode impactar cerca de 6 mil famílias.

Parte dos comerciantes iniciou processos de reconstrução ou adaptação dos espaços. Outros ainda analisam condições para retomar as atividades.

Um mês após o desastre, o município segue em processo de reconstrução. As marcas permanecem em imóveis, estabelecimentos e na rotina da população, enquanto moradores e empresários acompanham a efetivação das medidas anunciadas.

Informações: Rádio Mega Hits