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UFV e PMMG integram força-tarefa para salvar o Muriqui-do-Norte da extinção

1 de abril de 2026


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Ação emergencial transferiu primatas para a região de Ibitipoca para garantir a sobrevivência genética da espécie. Especialistas da Universidade Federal de Viçosa (UFV) coordenam o manejo técnico dos animais, que enfrentam redução populacional crítica.

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) desempenha um papel central em uma operação de conservação de fauna que mobilizou órgãos ambientais em Minas Gerais. Entre os dias 13 e 24 de março, pesquisadores da instituição, em conjunto com o IEF, Ibama e o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), realizaram a translocação de quatro indivíduos de muriqui-do-norte para o Parque Estadual do Ibitipoca.

O Papel de Viçosa na Conservação

A expertise técnica da UFV foi fundamental para o sucesso do manejo dos animais, considerados os maiores primatas das Américas.

  • O professor Fabiano Rodrigues de Melo, da UFV, explicou que a intervenção tornou-se necessária após ser detectado um decréscimo de 50% da população da espécie na área de origem.
  • Segundo o especialista, a fragmentação do habitat e o isolamento dos grupos comprometem a viabilidade genética, tornando as ações de manejo ativo urgentes.
  • A operação também contou com o suporte logístico da aeronave Pégasus 10, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), garantindo o traslado seguro das duas fêmeas e dois machos capturados.

Status da Espécie e Próximos Passos

O muriqui-do-norte é um símbolo da Mata Atlântica e está classificado como criticamente em perigo de extinção. A transferência para o Ibiti Projeto, na Zona da Mata, visa criar uma "reserva genética", visto que existem apenas 12 populações conhecidas no mundo.

Os animais agora passam por um período de aclimatação acompanhado por equipes multidisciplinares, incluindo biólogos e veterinários, antes da soltura definitiva em fragmentos preservados de mata.

Acervo MIB / Ibama/IEF