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Polícia diz que criminosos que explodiram banco em Guidoval são de Ubá

13 de abril de 2026


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Três suspeitos foram presos em operação conjunta após ataque ao Banco do Brasil. Entre os detidos estão o líder da quadrilha e um envolvido ferido por estilhaços da própria explosão.

As forças de segurança de Minas Gerais agiram rápido e conseguiram identificar e prender, ainda na manhã desta sexta-feira (10/04/2026), três homens suspeitos de integrarem a quadrilha que explodiu a agência do Banco do Brasil em Guidoval. De acordo com informações da Polícia Militar e da Polícia Civil, o grupo é sediado na cidade de Ubá e é composto por criminosos reincidentes, com passagens por homicídio, tráfico de drogas e roubos a propriedades rurais.

A operação de cerco e bloqueio, que contou com o apoio aéreo da esquadrilha Pégasus e de militares do BOPE, levou as equipes até o município vizinho de Rodeiro. No local, os policiais encontraram uma caminhonete Fiat Fiorino incendiada, veículo identificado como um dos meios de transporte utilizados na fuga após o crime, ocorrido por volta das 02h30 da madrugada.

Durante as buscas em um imóvel suspeito, os militares localizaram um adolescente que apresentava ferimentos nos ombros. A perícia acredita que as lesões foram causadas por estilhaços decorrentes da força da detonação dos explosivos na agência bancária. Diante da abordagem ao menor, o seu irmão, que também estava no local, entregou-se voluntariamente. Ambos confessaram participação direta no ataque, detalhando que um deles atuou na condução dos veículos enquanto o outro fazia parte do cerco armado que aterrorizou os moradores de Guidoval.

Dando continuidade às diligências em Rodeiro, a polícia efetuou a prisão de um terceiro indivíduo, apontado como o mentor e líder da organização criminosa na região de Ubá. O suspeito já vinha sendo monitorado pelo setor de inteligência devido ao seu envolvimento em crimes violentos na zona rural da Zona da Mata. A agilidade na resposta policial foi fundamental para evitar que o grupo se dispersasse para áreas de mata fechada.

Apesar da violência empregada e do uso de explosivos de alto poder, o comando da PM e autoridades estaduais trabalham para desmistificar a tese de "novo cangaço", classificando o grupo como uma quadrilha local especializada em ataques a bancos e propriedades rurais que já estava no radar das investigações. As equipes permanecem em alerta para localizar outros possíveis comparsas que teriam atuado como "batedores" durante a ação.