Saiba quem foi Isabel Cristina, mineira que será beatificada daqui a um mês
11 de novembro de 2022

A mineira Isabel Cristina Mrad Campos será beatificada daqui a 1 mês em Barbacena, no interior de Minas Gerais. Ele teve o martírio reconhecido pelo Papa Francisco em outubro de 2020, mas devido à pandemia, a solenidade de beatificação será realizada mais de dois anos depois, no próximo dia 10 de dezembro, conforme divulgado pela Arquidiocese de Mariana.
A jovem foi brutalmente assassinada aos 20 anos em 1982, na cidade de Juiz de Fora, por um homem que montava um guarda-roupa na casa dela. Conheça mais abaixo um pouco sobre a vida da futura beata, como ocorre o processo na Igreja Católica, os preparativos para a beatificação e a Oração da Serva de Deus.
Isabel Cristina Mrad Campos nasceu em 29 de julho de 1962, em Barbacena. Filha de José Mendes Campos e Helena Mrad Campos, ela se mudou para Juiz de Fora em 1982, para fazer um curso pré-vestibular para medicina.
No dia 1º de setembro do mesmo ano, um homem contratado para montar um guarda-roupa no apartamento onde ela morava com o irmão, tentou violentá-la. Isabel resistiu à violência, mas foi golpeada por uma cadeira na cabeça, amarrada, amordaçada e teve as roupas rasgadas. Como resistiu ao estupro, ela foi morta com 15 facadas, aos 20 anos.
Conforme a Arquidiocese de Mariana, Isabel tinha uma vida normal, estudava, namorava e participava de festas, mas tinha uma vida de oração, era dedicada à Igreja Católica e sonhava em ser pediatra para ajudar crianças carentes.
A forma como foi morta, mas sobretudo como viveu, motivou um grupo de pessoas a entrar com o pedido do processo para a beatificação da mineira.
Como Isabel foi batizada e fez a Primeira Comunhão na Matriz da Piedade de Barbacena, pela ligação afetiva dos pais dela com a paróquia, foi decidido que os restos mortais ficariam no Santuário da Piedade.

A solicitação para a abertura do processo de beatificação foi aceita por Roma em 2001, quando foi instalado o procedimento na Arquidiocese de Mariana e Isabel Cristina recebeu o título de Serva de Deus.
O processo foi conduzido por um Tribunal Eclesiástico instituído por Dom Luciano, que colheu depoimentos de quase 60 pessoas, reunindo documentos, ouvindo testemunhos, para formalizar o procedimento.
Depois de oito anos de estudos e pesquisas, em 2009, os restos mortais de Isabel foram transferidos para o Santuário de Nossa Senhora da Piedade e, logo após, em 1º de setembro daquele ano, o arcebispo emérito de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, encerrou o processo ao nível arquidiocesano.
Em outubro de 2020, o Papa Francisco reconheceu o martírio de Isabel Cristina. A morte violenta foi considerada pelos católicos como um martírio e os fiéis compararam a jovem à santa Maria Goretti, que também morreu lutando contra o agressor dela.
O túmulo dela fica no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, e recebe muitas visitas de fiéis, que são devotos da Serva de Deus, rezam para ela e pedem graças.
Os fiéis poderão visitar o memorial com objetos pessoais dela e a documentação do processo de beatificação.
“Pai, Filho e Espírito Santo, adoramos-Vos e bendizemos-Vos, pela força e coragem que dais a muitos de vossos filhos.
Há tantas almas generosas, que nos elevam pelo seu exemplo!
Sede louvada, Trindade Santa, na pessoa da Serva de Deus Isabel Cristina, que deu a vida em defesa de sua pureza e virgindade.
Dai-nos a graça de imitá-la e, se for de Vosso agrado, concedei-lhe a honra dos altares, como recompensa de sua oblação. Assim seja!”
Fonte: G1