IPC-Viçosa sobe 0,86% em janeiro e Habitação e Transportes lideram altas
19 de fevereiro de 2026

Índice calculado pela UFV aponta aumento em 5 dos 7 grupos pesquisados; cesta básica sobe 4,26% no mês
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Viçosa registrou inflação de 0,86% em janeiro de 2026. O dado indica que, em média, os preços de bens e serviços no município ficaram mais altos no primeiro mês do ano. O cálculo é realizado pelo Departamento de Economia da UFV.
O resultado segue um padrão observado em anos anteriores. O início do ano concentra reajustes relacionados ao salário-mínimo, aluguéis e taxas de condomínio, o que impacta principalmente os grupos Habitação e Transporte.
Dos 7 grupos que compõem o índice, 5 apresentaram inflação em janeiro. O maior aumento ocorreu em Artigos de Residência, com 3,68%. Em seguida aparecem Habitação, com 2,30%; Saúde e Cuidados Pessoais, com 1,23%; Transporte e Comunicação, com 1,18%; e Educação e Despesas Pessoais, com 1,02%.
Por outro lado, 2 grupos registraram queda nos preços. Vestuário apresentou deflação de -2,02%, enquanto Alimentação teve recuo de -0,72% no período analisado.
A cesta básica também ficou mais cara em janeiro. O custo subiu 4,26% no município, após 2 quedas consecutivas nos últimos meses de 2025. O principal impacto veio do tomate, que registrou aumento de 73,33%. A alta ocorreu em razão da menor oferta de frutos de qualidade.
O Departamento de Economia da UFV acompanha a evolução dos preços em Viçosa desde 1985. A pesquisa considera o perfil de uma família com 4 pessoas e renda entre 1 e 6 salários-mínimos.
Todos os meses, os pesquisadores coletam preços de 421 produtos em 246 estabelecimentos comerciais da cidade. Os boletins mensais e as séries históricas do IPC-Viçosa estão disponíveis no site do Departamento de Economia.
Infrmações: DEE-UFV