Aulas na UFV começam na segunda-feira em meio a impactos da greve dos servidores técnico-administrativos
6 de março de 2026

Diretório Central dos Estudantes relata atrasos em matrículas, assistência estudantil e serviços de saúde durante paralisação dos Técnicos-administrativos em educação
As aulas da Universidade Federal de Viçosa (UFV) começam na próxima segunda-feira em meio a impactos causados pela greve dos servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs). A situação foi abordada em nota divulgada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição.
Segundo o DCE, a paralisação tem afetado processos considerados essenciais para estudantes, principalmente para aqueles que ingressam na universidade em 2026. Entre os problemas relatados estão atrasos ou paralisações nas análises das comissões de matrícula, com destaque para a comissão responsável pela avaliação de renda.
A entidade também informou que análises socioeconômicas necessárias para acesso à assistência estudantil foram interrompidas ou sofreram atrasos. Essas análises são utilizadas para identificar estudantes em situação de vulnerabilidade e possibilitar o acesso a políticas de permanência.
De acordo com o DCE, a greve também gerou impactos no processo de ingresso e regularização de matrícula de novos estudantes. A entidade afirma que serviços ligados à saúde e ao acompanhamento psicológico estudantil também foram afetados durante o período de paralisação.
Na nota, o diretório reconhece o direito de mobilização de trabalhadores e de reivindicação por condições de trabalho, valorização profissional e salários. O documento afirma que a defesa da universidade pública envolve diferentes setores da comunidade universitária.
Apesar disso, o DCE afirma que nenhuma mobilização deve ignorar direitos dos estudantes, especialmente daqueles que dependem de políticas de permanência para continuar os estudos. A entidade aponta que estudantes em situação de vulnerabilidade aguardam análises que determinam o acesso a benefícios estudantis.
O diretório também afirma que os estudantes não devem ser utilizados como instrumento de pressão em processos de negociação.
Diante da situação, o DCE cobrou do sindicato responsável pela greve a retomada das atividades consideradas essenciais. Entre os pontos citados estão o funcionamento das comissões de matrícula, a continuidade das análises de renda e a manutenção de serviços ligados à saúde e ao acompanhamento psicológico estudantil.
Na nota, o diretório informou que continuará acompanhando a situação e defendendo o acesso e a permanência de estudantes na universidade.