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Ex-aluno da UFV entra em lista das 100 pessoas mais influentes do mundo por atuação no combate à dengue

17 de abril de 2026


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Pesquisador brasileiro Luciano Moreira é reconhecido por liderar método que reduz transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti

O pesquisador brasileiro Luciano Moreira, ex-aluno da Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, divulgada pela revista Time. O reconhecimento está relacionado à liderança na implementação do método Wolbachia no combate à dengue.

Em 2025, o pesquisador já havia sido citado pela revista Nature como um dos 10 cientistas que contribuíram para avanços na ciência. Em entrevista à Diretoria de Comunicação Institucional da UFV, Luciano afirmou que a formação recebida na universidade foi decisiva para sua atuação na pesquisa científica.

Luciano Moreira ingressou na UFV em 1986, no curso de Agronomia. Durante a graduação, participou de atividades de iniciação científica com foco em Entomologia. Em 1992, iniciou o mestrado em Fitotecnia, com pesquisa voltada ao controle biológico de pragas agrícolas por meio de um percevejo predador.

No doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas, desenvolveu estudos em genética molecular. O objetivo foi identificar genes associados à resistência do tomateiro a uma mosca considerada praga. Parte da pesquisa foi realizada no Centre of Plant Breeding and Reproduction Research, na Holanda.

Desde 2002, Luciano atua como pesquisador em saúde pública no Instituto René Rachou, da Fiocruz, na área de Biologia Molecular. Durante dois pós-doutorados, direcionou seus estudos para a entomologia médica. Nesse período, participou da descoberta de que a bactéria Wolbachia pode bloquear vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.

Ao longo de mais de 20 anos, o pesquisador atuou no desenvolvimento e na aplicação do método Wolbachia em larga escala. A estratégia consiste na introdução da bactéria nos mosquitos, impedindo a multiplicação do vírus da dengue. Com isso, o inseto deixa de transmitir a doença para humanos.

A técnica já foi aplicada em diversas cidades brasileiras. Dados apontam redução de até 89% nos casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além da dengue, o método também contribui para o controle de Zika e chikungunya.

O trabalho resultou ainda na criação do Wolbito do Brasil, biofábrica voltada à produção de mosquitos com a bactéria Wolbachia. A iniciativa tem como meta alcançar mais de 140 milhões de pessoas na próxima década.