Operação Ícaro III cumpre mais de 200 mandados e mira organização criminosa na Zona da Mata
6 de maio de 2026

Ação coordenada pelo MPMG e forças de segurança ocorre em 4 cidades e inclui bloqueio de R$ 8,4 milhões em bens
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta quarta-feira, 6 de maio, a terceira fase da Operação Ícaro, com foco na atuação de uma organização criminosa na Zona da Mata. A ação ocorre em conjunto com a Polícia Militar e conta com apoio da Polícia Civil e da Polícia Penal.
As ordens judiciais foram expedidas pelas quatro Varas Criminais de Juiz de Fora. Ao todo, a operação cumpre mais de 200 mandados nas cidades de Juiz de Fora, Eugenópolis, Matias Barbosa e também no Rio de Janeiro. Entre as medidas estão 60 mandados de prisão, 80 de busca e apreensão e 66 mandados de sequestro de veículos. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 8,4 milhões em bens e valores.
Segundo o MPMG, a operação tem como objetivo desarticular a estrutura da facção, com foco na interrupção do fluxo financeiro e na atuação de lideranças. A investigação identificou núcleos ligados à organização, incluindo responsáveis por lavagem de dinheiro, gestão operacional e monitoramento interno.
De acordo com o órgão, foram apresentadas nove denúncias com base nas provas reunidas. Os alvos estão ligados a diferentes células que atuam em pelo menos cinco bairros de Juiz de Fora.
A operação mobiliza equipes especializadas da Polícia Militar de Minas Gerais. Entre os grupos envolvidos estão unidades do Comando de Missões Especiais, com atuação do Bope, Rotam e Choque, além de efetivos do policiamento ambiental e rodoviário. Em Juiz de Fora, a ação é coordenada por batalhões da região.
A força-tarefa inclui ainda cinco promotores de Justiça, 13 agentes do Gaeco, 40 policiais civis e 24 policiais penais. Os trabalhos envolvem setores de inteligência e operações especiais.
Uma coletiva de imprensa está prevista para esta quarta-feira, às 10h30, na sede da Polícia Rodoviária Estadual, em Juiz de Fora. Participam o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, e o procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho.
O nome da operação faz referência à linha investigativa adotada pelo MPMG, que relaciona a expansão da organização criminosa no estado à atuação recente do grupo.

Informações: MPMG