Minas Gerais registra primeira morte por hantavírus em 2026; vítima era do Alto Paranaíba
12 de maio de 2026

Paciente de 46 anos teve contato com roedores em área rural; Secretaria de Saúde esclarece que doença não é transmitida entre humanos no Brasil.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o primeiro óbito por hantavirose em território mineiro no ano de 2026. O caso foi atestado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) após notificação ocorrida em fevereiro. Segundo as autoridades, o registro é isolado e não possui relação com surtos noticiados em embarcações de cruzeiro no Atlântico.
A vítima era um homem de 46 anos, residente em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. As investigações epidemiológicas apontaram que o paciente possuía histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura.
A SES-MG reforçou um dado importante para evitar pânico: no Brasil, a cepa do hantavírus identificada não é transmitida de pessoa para pessoa, dependendo exclusivamente do contato com materiais biológicos de roedores infectados.
O estado apresenta uma tendência de casos monitorados nos últimos anos, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan):
A hantavirose é uma zoonose viral aguda. No Brasil, ela se manifesta comumente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A infecção ocorre pela inalação de partículas provenientes da urina, fezes ou saliva de ratos silvestres, sendo mais comum em áreas rurais durante atividades agrícolas.
Sintomas iniciais:
Em estágios avançados, o quadro evolui para tosse seca, dificuldade respiratória acentuada, aceleração cardíaca e queda de pressão. Não existe um tratamento específico para o vírus; a terapia é baseada em suporte clínico e monitoramento médico imediato.
A Secretaria de Saúde orienta cuidados rigorosos com a higiene em ambientes rurais:
Fonte: Agência Brasil