Educação mobiliza plenário da Câmara e cobra cumprimento do piso nacional em Viçosa
12 de maio de 2026

Profissionais da rede municipal apresentam reivindicações durante reunião ordinária e apontam defasagem salarial
Profissionais da educação ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Viçosa na reunião ordinária realizada na segunda-feira, 11/05, para apresentar reivindicações relacionadas ao cumprimento do piso nacional do magistério e à valorização da categoria. A mobilização reuniu professores, auxiliares de serviços escolares e outros trabalhadores da rede municipal, que acompanharam a sessão com cartazes e faixas.
A ação foi conduzida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/Viçosa). Durante participação na Tribuna Livre, o representante sindical Paulo Gustavo Grossi da Silva afirmou que o município não cumpre a Lei Federal nº 11.738, que estabelece o piso nacional do magistério.
Segundo ele, professores efetivos e contratados recebem valores abaixo do mínimo nacional. O sindicalista também questionou a diferença entre reajustes concedidos ao alto escalão da administração municipal e aos profissionais da educação. Ele declarou que o alto escalão teve aumento de 75%, enquanto os professores não chegaram a 10%, sem atingir o piso nacional.
Paulo Grossi também afirmou que servidores como cantineiras, auxiliares de serviços escolares e secretários de escola acumulam perdas salariais ao longo dos últimos anos. Ele defendeu a manutenção de uma carreira estruturada para evitar a saída de profissionais da rede municipal.
Outro ponto apresentado foi uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal, que, segundo o sindicato, garante o pagamento do piso nacional também para professores contratados.
Durante a reunião, vereadores se manifestaram sobre o tema. O vereador Professor Idelmino (PCdoB) afirmou que as reivindicações devem ser consideradas e pediu que o Executivo analise as demandas e realize o reajuste conforme a legislação. Ele também citou uma defasagem salarial de até 19% e informou que um professor com jornada de 24 horas deveria receber R$ 3.080, mas atualmente recebe cerca de R$ 2.580.
O parlamentar mencionou ainda a tramitação de uma proposta que autoriza o pagamento da progressão de carreira dos servidores municipais, suspensa durante o período da pandemia.
A vereadora Jamille Gomes (PT) também se posicionou durante a sessão e relacionou a valorização salarial à educação pública no município.
Os profissionais da educação permaneceram no plenário durante toda a reunião, acompanhando os debates e reforçando as reivindicações apresentadas pelo sindicato.