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Uso de IA impulsiona avanço da desinformação e acende alerta para Eleições 2026

19 de maio de 2026


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Produção de conteúdos falsos com inteligência artificial cresce 308% e amplia desafios para o ambiente digital e eleitoral

A desinformação no Brasil registrou crescimento significativo com o uso de inteligência artificial entre 2024 e 2025. Dados do primeiro Panorama da Desinformação no Brasil apontam aumento de 308% na produção e disseminação de conteúdos falsos gerados com essa tecnologia.

O levantamento, realizado pelo Observatório Lupa, indica que 81,2% das fake news com uso de inteligência artificial surgiram nos últimos dois anos. O estudo mostra que a tecnologia passou a ser utilizada de forma recorrente na criação de conteúdos manipulados.

Os materiais incluem desde notícias fabricadas por geradores de imagem até vídeos manipulados conhecidos como deepfakes, que simulam falas e expressões de figuras públicas. Em 2025, 45% das publicações tinham viés ideológico, enquanto em 2024 esse percentual era de 33%.

Especialistas em Direito Eleitoral apontam que o cenário representa mudança no ambiente democrático, especialmente em período de eleições. Segundo o advogado Roosevelt Arraes, a tecnologia aumentou o volume e a credibilidade dos conteúdos falsos, dificultando a identificação por parte do eleitor.

Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral ampliou medidas de enfrentamento à desinformação. Entre as ações estão a remoção de conteúdos, acordos com plataformas digitais e o entendimento de que informações verdadeiras fora de contexto podem ser consideradas irregulares.

Mesmo com essas medidas, a velocidade de produção e disseminação de conteúdos manipulados aumentou com o uso de automação. Perfis automatizados, conhecidos como bots, são utilizados para divulgar informações em larga escala sem análise crítica.

Para o advogado Luiz Gustavo de Andrade, o principal desafio é agir antes da ampla circulação das informações. Ele afirma que existem instrumentos legais, como direito de resposta, remoção de conteúdo e responsabilização civil e criminal, mas a dinâmica digital opera em ritmo mais acelerado.

A expectativa para as Eleições 2026 é de aumento na circulação de conteúdos manipulados. Segundo especialistas, a desinformação se tornou escalável, segmentada e com menor custo de produção. As estratégias incluem conteúdos fora de contexto, cortes de falas, sobrecarga de informações e disseminação em redes fechadas.

A legislação brasileira prevê punições para quem produz ou dissemina desinformação, incluindo indenizações e enquadramento por crimes como calúnia e difamação. A responsabilização considera fatores como intenção, alcance e impacto.

Diante desse cenário, especialistas destacam o papel do eleitor no controle da desinformação. A orientação é verificar a origem das informações, buscar confirmação em fontes confiáveis e evitar o compartilhamento de conteúdos sem checagem.

Fonte: MEM Comunicação