quarta-feira, 22 de julho de 2026
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CAMINHONEIROS REALIZAM PROTESTO NA BR 116 CONTRA PREÇO MÍNIMO DO FRETE

CAMINHONEIROS REALIZAM PROTESTO NA BR 116 CONTRA PREÇO MÍNIMO DO FRETE

Nesse momento, na Br 116, no Bela Vista, próximo a Muriaé, os caminhoneiros iniciaram a paralisação pacífica contra a tabela de preço mínimo do frete.

Insatisfeitos com uma mudança no preço do frete mínimo, caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira (22) um movimento pelo país para pressionar o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL)  a rever os valores. Em Minas Gerais, motoristas se reúnem em pontos da BRs 116, em Governador Valadares, e na BR 381, em Ipatinga, no Vale do Aço.

Na altura do Posto Planalto 2, quilômetro 409 da BR 116, os caminhoneiros estão parando veículos de carga para pedir adesão ao movimento. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, não houve uso de violência e automóveis que transitam pela estrada não estão sendo retidos pelos manifestantes, que não interditaram a pista.

Segundo Rafael Nogueira, proprietário de carretas em Muriaé, o motivo da reivindicação é referente a tabela do piso mínimo do frete que foi colocado em média a 30% e 40% a menos na tabela que os caminhoneiros utilizavam. “A gente já estava trabalhando a troco do óleo diesel. Infelizmente não tem como mais rodar na tabela que o ministro divulgou nessa quinta-feira. A reivindicação nossa é em relação a tabela do piso mínimo. Se não tiver acordo, infelizmente vamos ficar aguardando parado até que seja passado para nós uma posição referente a essa tabela de piso mínimo”, destaca Rafael.

A passagem está liberada para carros de passeio, ônibus e veículos públicos. Contudo, os organizadores destacam que os veículos de carga estão sendo parados na rodovia.

Segundo um dos coordenadores do movimento, o caminhoneiro Olívio Henrique Lourenço Souza, a ideia é  manter a paralisação até que o Ministério da Infraestrutura reveja o valor do frete. “A pauta é que o ministro Tarcísio Freitas revogue a resolução publicada no dia 16 com o novo piso mínimo, que tirou 45% do valor. A justificativa foi um estudo, só que a empresa que fez é suspeita porque é uma entidade ligada ao agronegócio e uma das partes que tem ação contra o frete mínimo”, argumentou.

Segundo Olívio Souza, já há adesão de 500 caminhões na região do Vale do Aço de Minas dispostas a parar até que haja a revogação. “Começamos hoje às 6h e não temos hora para parar, agora tudo depende deles. Uma coisa que tem que ser frisada é que esse não é um movimento político, é de classe”, afirmou.

Também há relatos e vídeos circulando nas redes sociais de uma paralisação em Ipatinga. Por enquanto, a PRF não confirmou o movimento.

O presidente do Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros, José Natan Emídio Neto, disse que a força do movimento por enquanto está no agronegócio e criticou o frete mínimo. “Pelo mínimo ninguém roda e as embargadoras e os produtores rurais estão seguindo a tabela. Acredito que o governo vá chamar de novo o grupo para conversar”, disse.

Em relação ao governo Bolsonaro, o dirigente disse que o “namoro” com os caminhoneiros está acabando. “Querem pedagiar rodovia e a quebradeira está geral, não tem carga para carregar, o país está parado”, avaliou.

Fonte: Rádio Muriaé e Estado de Minas.