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Professores estaduais ainda não receberam o piso salarial atualizado

O retorno do ano letivo leva de volta 2 milhões de estudantes para a sala de aula e traz um grande problema para o governo estadual: honrar com o pagamento do reajuste do piso nacional dos professores no mesmo percentual anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

profeO repasse automático está garantido pelo acordo firmado entre o governador Fernando Pimentel (PT) e a categoria em maio de 2015. A expectativa era que viesse no contracheque de fevereiro, o que não ocorreu.

Em reunião nesta quinta com a categoria, o Estado disse que vai pagar, mas não sabe quando terá dinheiro. Apesar disso, o sindicato saiu esperançoso, alegando que, se pagar retroativo, considera que o governo estará cumprindo o prometido. Os sindicalistas, no entanto, esperam que a data para o pagamento seja anunciada em um segundo encontro, na semana que vem. Caso contrário, não descartam uma paralisação.

O MEC anuncia, sempre em janeiro, o reajuste anual do piso nacional dos professores. Neste ano, o aumento de 11,36% foi divulgado no dia 16. Além do aumento anual, o acordo também prevê que o Estado cumpra o piso nacional fixado para 40 horas de trabalho semanais, sem nenhum tipo de proporcionalidade para os servidores que cumprem jornada de 24 horas. Para isso, os reajustes foram divididos em três parcelas, até 2017. A primeira delas foi paga como prometido, em junho de 2015.prof

A presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, garante que, se o governo não pagar, mesmo que retroativo, perderá a confiança de que os demais pontos do acordo serão respeitados. “O governo começou o ano fazendo propaganda do acordo histórico firmado com os professores, mas até agora não fez o pagamento do previsto nesse documento. Se não houver um posicionamento de quando ele irá honrar o compromisso, não tenho dúvida de que a categoria poderá decidir por uma greve”.
O não pagamento do reajuste do piso nacional dos professores ocorre no momento em que o Estado enfrenta uma crise financeira que impossibilita inclusive o pagamento dos demais servidores em dia. Apenas quem ganha até R$ 3.000 tem recebido o valor do salário integral no quinto dia útil de cada mês. Os demais recebem o pagamento em até três parcelas.

 

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