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Segurança pública de Viçosa é discutida em reunião de municípios do Vale do Piranga

Aconteceu na tarde desta segunda-feira 23, na cidade de Ponte Nova uma reunião do Consórcio Intermunicipal Multisetorial do Vale do Piranga (CIMVALPI). O assunto discutido na reunião foi a segurança pública da região. A cidade de Viçosa participou do encontro e foi representada pelo Prefeito Ângelo Chequer, pelo Ouvidor do município José Muanis Bhering Nasser e o Vereador Helder Evangelista.
Também esteve presente na reunião o delegado José Marcelo de Paula Loureiro, comandante da 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil (5ª DRPC) de Ponte Nova. Ele assumiu a Regional em dezembro de 2015 e foi convidado pelo CIMVALPI para fazer um balanço dos trabalhos da unidade nos últimos seis meses.
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Na imagem o prefeito de Viçosa reunido com os demais prefeitos da região.
Ângelo Chequer foi convidado pois, em no máximo 30 dias a subordinação da Polícia Civil de Viçosa será transferida da Delegacia Regional de Ubá para a Delegacia Regional de Ponte Nova. Ou seja, a partir de julho, o plantão noturno para registro das ocorrências de Viçosa e cidades da microrregião funcionará em Ponte Nova.
O delegado José Marcelo explicou que a decisão pela mudança partiu do Conselho Estadual de Defesa Social que, segundo o delegado, considerou que “o fenômeno criminológico de Viçosa tem muito mais relação com os crimes ocorridos em Ponte Nova do que os ocorridos em Ubá, além da menor distância de deslocamento para Ponte Nova em relação a Ubá”.
Em sua fala o prefeito Ângelo Chequer sintetizou a atual situação de Viçosa em relação à segurança pública e fez um histórico sobre a luta do Município pela instalação na cidade de uma Delegacia Regional de Polícia Civil. Ele disse que Viçosa é a única cidade universitária do Estado que não possui Delegacia Regional e mostrou, através de dados populacionais e criminalísticos, inclusive citando a alta taxa de homicídios, como a cidade está sendo afetada pela insuficiência na quantidade de delegados, investigadores, peritos, médicos legistas e outros profissionais. “O município gasta R$1,5 milhão por ano com convênios para manutenção e funcionamento das polícias em Viçosa, sem contar os gastos com funcionários e estagiários pagos pela prefeitura e cedidos a essas instituições, cuja obrigação de manter é do Estado”, disse.
Ainda segundo o prefeito, “a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) tem conhecimento da situação de Viçosa e já deu parecer favorável para a instalação de uma Delegacia Regional no município, contudo, na prática a mudança não foi efetivada. Pelo contrário, estamos presenciando um retrocesso, pois nossa Delegacia que antes possuía seis delegados agora possui apenas quatro”, salientou. Chequer também relatou que Viçosa “se sentiu constrangida” por não ter sido convidada a participar das discussões sobre a transferência do plantão da Polícia Civil. “A decisão veio de cima para baixo sem nenhum diálogo”, frisou.
O secretário executivo do CIMVALPI, José Adalberto de Rezende, e os prefeitos presentes no encontro se mostraram sensíveis à situação de Viçosa. Chequer propôs a criação de um comitê para levar, mais uma vez, as demandas da região ao Governo do Estado. O consórcio se comprometeu a mobilizar os prefeitos da região para a criação do comitê.

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