Protesto contra o estupro mobilizou diversas mulheres em Viçosa
2 de junho de 2016

Diversas mulheres participaram da “Marcha Por Todas Nós-Viçosa” nas ruas de Viçosa na noite desta quarta-feira 01, o objetivo das manifestantes é de denunciar as várias violências que as mulheres estão submetidas na sociedade. Recentemente, o país se chocou com o crime, em que uma adolescente de 16 anos foi violentada sexualmente e exposta por 33 homens em uma favela na cidade do Rio de Janeiro.

Marcha Por Todas Nós-Viçosa.fotos: Amarilson O.C.
Marcha Por Todas Nós-Viçosa.fotos: Amarilson O.C.
Marcha Por Todas Nós-Viçosa.fotos: Amarilson O.C.
Marcha Por Todas Nós-Viçosa.fotos: Amarilson O.C.

Durante a marcha as participantes pararam em frente à Câmara de Vereadores de Viçosa e relembraram a fala do vereador Helder Evangelista (PHS), que durante uma reunião na Casa no ano de 2015 disse que uma jovem queria ser estuprada. As manifestantes afirmam que as mulheres não têm representatividade na política local, e que a Câmara de Vereadores de Viçosa não representa as mulheres da cidade.

Relembre a fala do vereador em relação a um caso de estupro de uma jovem na cidade de Viçosa

“Queria ser estuprada”. Esta foi a frase do vereador Helder Evangelista (PHS) de Viçosa dita na Tribuna da Câmara Municipal no dia 15 de setembro de 2015, em relação a uma jovem de 27 anos que foi estuprada e agredida pelo ex-namorado.

Manifestantes em frente a Câmara de Vereadores de Viçosa. fotos: Amarilson O.C.
Manifestantes em frente a Câmara de Vereadores de Viçosa.
fotos: Amarilson O.C.

A professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Viçosa Kátia Fraga esteve na marcha e disse que é necessária uma união de forças diante dos casos recentes de estupro ocorridos. Kátia disse ainda que “basta, chega de impunidade, chega de violência contra a mulher, chega de estupro e de vários tipos de estupros que a gente vive, não só de homens, mas de mulheres opressoras também”.

Para Kátia o lugar das mulheres é em todos os lugares, a mulher deve assumir os seus papéis e assumir a sua postura de luta.

A “marcha seguiu com gritos de ordem contra o estupro e contra os homens e a mulheres machistas.” A nossa luta é todo dia… Mulher não é mercadoria.” As participantes ainda gritaram que a luta das mulheres é “contra o machismo, o racismo e a lesbofobia”, que segundo elas diversas mulheres sofrem diariamente.

O ponto final da marcha foi em frente à Delegacia de Polícia civil e da 10º Companhia de Polícia Militar, onde as manifestantes deixaram seus cartazes com palavras de ordens e suas faixas nas grandes do prédio da Polícia Militar pedindo mais segurança e um atendimento humanizado e especializado das polícias as mulheres vítimas de estupro e outras violências.13324171_1194456307261878_740089205_o

Uma das participantes da marcha lamentou o fato de a Delegacia de Polícia Civil e a PM fecharem às 18 horas na cidade de Viçosa, impossibilitando um atendimento especializado e de qualidade para as mulheres que sofrem violência e também da população viçosense que fica desassistida de segurança pública por parte do estado.

Para Mel França organizadora da “Marcha Por Todas Nós-Viçosa” falta preparo por parte da polícia em relação ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. Outra manifestante pede que o estado escute as mulheres e seus anseios por mais segurança e instale na cidade de Viçosa uma delegacia especializada no atendimento as mulheres.

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