Festa universitária gera discussão na Câmara de Viçosa
22 de setembro de 2016

Em decorrência de uma festa universitária, considerada de grande porte que contou coma participação de mais de 10 mil pessoas, realizada na cidade durante o último fim de semana, casou muita discussão entre os vereadores da Câmara de Viçosa na reunião desta semana, principalmente em relação ao transporte oferecido para levar os participantes até o local do evento.

Segundo Marilange Santana Pinto Coelho Ferreira (PV), Presidente da Câmara Municipal, alguns taxistas estabeleceram um trajeto do centro da cidade até o local da festa, no bairro Silvestre, e estavam cobrando um preço fixo para percorrê-lo, ignorando a existência do taxímetro nos veículos.

Além disso, a vereadora citou diversos outros problemas relacionados a eventos de grande porte em Viçosa, como: o número insuficiente na frota do transporte coletivo (táxis e ônibus), carros clandestinos em atividade e o risco de acidente gerado pelo excesso de passageiros.
O taxista Ricardo Lima Pessoa escreveu uma carta para os vereadores e que foi lida durante a reunião. Na carta o taxista relatou que passou por “vexação durante abordagem da Polícia Militar […] no último sábado”. De acordo com ele, a abordagem foi “truculenta e autoritária” e tanto ele como outros profissionais se sentiram intimidados na ocasião. Ricardo também falou sobre a falta de fiscalização das vans clandestinas e dos carros em situação irregular. Por fim, ele questionou a legalidade quanto à atividade da Viação União nos horários do evento, alegando concorrência desleal com a prestação de serviço dos taxistas.
O Vereador Idelmino Ronivon da Silva (Professor Idelmino) (PCdoB) informou que a atividade clandestina no transporte de passageiros do município foi discutida em reunião com a Associação dos Taxistas, Polícia Militar, Secretaria Municipal de Fazenda e Viação União no final do mês de julho. Idelmino afirmou que “a logística nessa última festa foi extremamente prejudicial para os taxistas”, visto que o usuário do serviço precisou andar certa distância até os veículos que não tiveram a possibilidade de chegar próximo à entrada e saída do espaço de shows.
O Vereador Sávio José (PT) ressaltou a recorrência do assunto na Casa Legislativa. “Seria mais fácil exibir meu pronunciamento sobre a festa do ano passado, é a mesma coisa”, declarou. Sávio afirmou que um ano atrás, durante reunião Ordinária, falou sobre o perigo da superlotação dos ônibus antes e depois da festa e também do problema causado ao usuário cotidiano de ônibus pela exclusividade da frota ao evento.
Já para o Vereador Geraldo Luis Andrade (Geraldão) (PTB), apesar dos aspectos negativos, esse tipo de evento é muito importante para Viçosa, pois “mostra o potencial desse setor na cidade”.
Ainda em discussão sobre as festividades e suas consequências, o Vereador Idelmino trouxe para a reunião o aniversário do município. Para Idelmino, o momento político, financeiro e a situação hídrica da cidade não são ideais para a realização de grandes eventos.

“Não sou contra a festa do município, mas temos que dosar a mão […] poderíamos investir os gastos das festividades em ações prioritárias como muros em escolas, restauração de nascentes e educação”, declarou. Em contrapartida, o Vereador Geraldão, Líder do Governo na Casa Legislativa, defendeu a realização da festa: “temos que entender o acesso ao lazer, principalmente da população periférica”, finalizou.

Procurada pela reportagem da Montanhesa Viçosa a assessoria da Polícia Militar não foi encontrada para comentar o fato narrado pelo taxista Ricardo Lima Pessoa sobre a ação dos policiais.

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