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Projeto “E agora José?” recebe rapper MV Bill

Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, promoveu a 3ª edição do projeto “E agora José?” com participação do rapper MV Bill. O evento aconteceu na última quarta-feira (16), no auditório Fernando Sabino, na UFV. Também ocorreram apresentações artísticas dos alunos das oficinas de músicas urbanas, dança e teatro do Centro Experimental de Artes, ligado ao Departamento de Cultura da Prefeitura.

A programação iniciou com apresentação musical do cantor Rômulo de Paula, com voz e violão. Em seguida, apresentação dos alunos da oficina de músicas urbanas do Centro Experimental de Artes. Eles encantaram a todos com letras que falam da realidade de muitos jovens das periferias das grandes cidades. Na sequência, foi a vez dos alunos das oficinas de dança e teatro.
A atração mais esperada desta edição, MV Bill subiu ao palco para falar um pouco da sua experiência de vida e de como ele tem buscado conscientizar a classe política e também a sociedade a respeito da necessidade de políticas de inclusão que tragam a voz da periferia para os palcos. Ao falar um pouco sobre o rap, ele conta que, como estudou só até a 5ª série do Ensino Fundamental, quando conheceu esse estilo musical, sentiu a necessidade de estudar mais. “No rap não basta rimar ‘pão’ com ‘feijão’, a música precisa dizer algo”.
Ainda na primeira parte de sua fala, MV Bill contou da experiência de produzir o documentário “Mulheres e o tráfico”. Ele ressaltou o quanto ficou feliz com as apresentações dos jovens antes de subir ao palco. “Numa favela onde não há projeto social, o crime é a única referência”.
Após sua fala, MV Bill abriu espaço para que o público pudesse fazer perguntas sobre sua vida e experiência nos projetos que desenvolve e acompanha pelo país. Reinaldo Bastos, professor no curso de administração da UFV, questionou sobre o que, na opinião de MV Bill, leva ao abandono da mulher. Em sua resposta, o rapper, falou sobre as mulheres que acabam parando na cadeia por terem se envolvido com traficantes e que mal recebem a visita de suas mães. “O cara envolve a mulher no tráfico, os dois vão pra cadeia, ele sai antes, arruma outra mulher e nem lembra mais da primeira”.
Terezinha, servidora da UFV, disse que é necessário o negro falar cada vez mais auto sobre sua condição e lutar pelos seus direitos. “Os alunos que só entraram para a universidade por meio de cotas têm obtido resultados extraordinários”. MV Bill, que disse ser a favor das cotas, mas que seja por tempo determinado, completou dizendo que “pra certas coisas não é necessário cota, é necessário consciência”. Para o coordenador do setor de Inclusão Produtiva, Fabrício Vieira, o evento superou todas as expectativas. “A palestra dele foi chave de ouro pra podermos estreitar mais ainda a educação como base para o futuro dos nossos jovens” – completou.
Fonte: Prefeitura de Viçosa.
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