Plataforma desenvolvida pela UFV e UFMG ajuda a mapear diversidade de anfíbios por meio de ferramentas interativas
25 de novembro de 2019

Para mapear a biodiversidade do Quadrilátero Ferrífero (QF) de Minas Gerais, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram uma ferramenta online que pode ampliar o alcance dos estudos de taxonomia - disciplina que define os grupos de organismos biológicos com base em características comuns - de anfíbios.

O projeto chamado de "Anfíbios do Quadrilátero Ferrífero" existe há mais de 10 anos e é realizado pelos laboratórios de Herpetologia da UFMG e Sagarana da UFV.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e pela Vale, o "Anfíbios do Quadrilátero Ferrífero" é uma ferramenta que pode ajudar a melhorar os estudos destinados à concessão de licenças ambientais.

O projeto

O projeto foi lançado em setembro deste ano em workshops para biólogos, graduandos de áreas diversas, profissionais de consultoria ambiental e técnicos da Vale. O site interativo reúne fotografias dos animais nos ambientes de ocorrência natural e dos espécimes em coleção.

A plataforma também fornece uma ferramenta de chaves interativas de identificação, uma para adultos e outra para girinos, o que favorece a identificação de espécies por meio de características morfológicas e de coloração.

Importância

Para o professor Felipe Sá Fortes Leite, da UFV, a ferramenta pode se transformar em referência para estudos de taxonomia de outros animais.

"A abordagem, em especial com as chaves de identificação e a lista pública e atualizável de espécies, pode ser replicada com sucesso para quaisquer outros grupos", disse.

Já para o professor Paulo Christiano de Anchieta Garcia, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, o projeto encurta a distância entre a taxonomia, uma ciência básica, e possíveis aplicações.

“Temos um aparato tecnológico, que é o site, sustentado por parâmetros de trabalhos básicos, como a própria coleção, que é a principal referência do projeto”, comenta o pesquisador.

Conforme Paulo Christiano, o projeto pode ser uma forma de divulgação científica. "Chaves, vídeos, sites e outras formas de falar com o público são muito importantes. A gente está aprendendo a divulgar melhor os resultados de uma pesquisa básica, já que o site, um instrumento aplicado, exige isso", finalizou.

Fonte: G1.

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