Saúde & Bem Estar

“Falamos em algo que não se resolve em semanas, mas em alguns meses”, avalia pesquisador sobre coronavírus

Enquanto se é discutida a possibilidade de isolamento vertical como forma de minimizar os impactos do novo coronavírus (Sars-Cov2) na economia, modelos matemáticos estudam a evolução do vírus no Brasil e quando ocorrerá o pico da Covid-19.

De acordo com o professor do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Ricardo Takahashi, “há grande incerteza, mas o certo é que não falamos em algo que se resolve em duas semanas, mas de um horizonte de alguns meses”.

A explicação para tal afirmação está atribuída ao termo “achatar a curva”, que significa, em outras palavras, ter casos mais distribuídos para não provocar colapso no sistema de saúde.

“Um cenário melhor, em que a gente tenha condição de tratar todas as pessoas que ficarem doentes, implica num pico mais tardio”. Em breve projeção, o especialista estima aproximadamente mais três meses.

“O ministro da saúde (Luiz Henrique Mandetta) disse que num cenário bem-sucedido a gente teria o pico lá para julho. Há modelos que concordam e há uma variabilidade. Pode se estender até mais para frente”, explica.

Isolamento tem funcionado

O isolamento, da maneira na qual tem sido adotado em várias regiões do Brasil, inclusive em Minas, tem surtido efeito para retardar o pico de casos, na avaliação do professor. Segundo ele, caso nenhuma medida fosse tomada, ocorreria o pico ao longo de abril.

“Seria um pico muito grande. Haveria muitas pessoas infectadas ao mesmo tempo, muitas mortes”, ressalta.

O especialista ressalta que operar “dentro da normalidade equivale a não fazer nada” e que tal medida provocaria um aumento exponencial de infectados. “Significaria uma sobrecarga gigantesca do sistema de saúde”, destaca.

“Em outras palavras significa: muita gente vai adoecer, nós vamos ter a capacidade de tratar uma capacidade ínfima dos que ficarem doentes e os outros vão ser abandonados caso a gente opte por ir nesta direção”, completa.

Por Itatiaia

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