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UFV participa de convênio que produz semente genética do feijão “ouro vermelho”

Esta linhagem do produto apresenta alto rendimento, melhor tolerância à ferrugem e maior concentração de proteínas em comparação a outros tipos do grão.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) informou nesta quarta-feira (29) que está em produção a semente genética de feijão “Ouro Vermelho” no Campo Experimental de Leopoldina.

De acordo com a instituição, o grão é uma opção para áreas de cultivo de feijão vermelho e destaca-se pela adaptabilidade e estabilidade da produção.

A previsão dos pesquisadores é que duas toneladas de semente sejam produzidas até o final do ano no campo experimental.

A produção é desenvolvida através de do convênio “Melhoramento do Feijão para o Estado de Minas”, composto pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Epamig, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Embrapa Arroz e Feijão.

Produtividade e maior concentração de proteínas

Campo de plantação da semente genética do feijão ouro vermelho em Leopoldina — Foto: Epamig/Divulgação

Campo de plantação da semente genética do feijão ouro vermelho em Leopoldina — Foto: Epamig/Divulgação

De acordo com a Epamig, a produção do “ouro vermelho” surgiu de uma demanda de produtores de feijão da Zona da Mata por maior variedade.

Esse tipo apresenta alto rendimento e melhor tolerância à ferrugem em comparação ao cultivo do feijão “vermelhinho”, que era o mais utilizado pelos agricultores da região.

Os testes realizados com os grãos revelam também uma maior concentração de proteína: 25,7% do “ouro vermelho” em comparação ao “vermelho 2157” e “vermelhinho”, que apresentam 23,1%.

Além disso, a semente genética tem um menor tempo de cocção, cerca de 30 minutos contra, aproximadamente, 50 minutos das outras duas.

Os pesquisadores da Epamig afirmaram que este feijão atinge boa produtividade nas safras seca, quando o plantio ocorre entre fevereiro e março, e na outono-inverno, quando o plantio é de abril a julho. A produção pode variar de acordo com as características climáticas de cada região.

Para cada hectare de cultivo são necessários cerca de 60 kg de sementes, se o espaçamento entre fileiras for de 50 centímetros e forem usadas 12 sementes por metro.

Os tratos culturais e o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas devem ser os mesmos recomendados para a cultura na região.

A floração acontece por volta do 38º dia e o ciclo, da emergência à maturação, leva entre 80 e 90 dias.

O campo de produção de semente genética no campo experimental de Leopoldina está na fase de vistorias.

“Realizamos a vistoria da fase de floração e o “rouguing”, prática obrigatória, que difere o campo de produção de sementes da lavoura para produção de grãos. O campo se encontra dentro dos padrões exigidos para a espécie e não foram encontrados contaminantes importantes: plantas atípicas, doentes ou invasoras proibidas. Em breve realizaremos a vistoria da fase de pré-colheita. A colheita do campo deve ocorrer na segunda quinzena de agosto”, explicou o pesquisador Roberto Araújo.

Um material explicativo sobre o feijão “ouro vermelho” será disponibilizado pelo Senar aos produtores e empresas produtoras de sementes.

Fonte: G1.

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