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Minas Gerais

Apesar de determinação para corte de 30% da verba indenizatória, deputados de Minas gastam acima do previsto

O valor máximo permitido é de R$ 18,9 mil. Mas sete parlamentares gastaram acima de R$ 20 mil, na média mensal. Dois praticamente não reduziram em nada os gastos dos gabinetes, apesar dos trabalhos à distância.

Com as reuniões e votações virtuais desde março, o gasto com a manutenção dos gabinetes dos deputados estaduais, fora salários, caiu de R$ 6,2 milhões parar$ 4,41 milhões. Mas nem todos os parlamentares contribuíram com esta redução. Alguns aumentaram os gastos com a verba indenizatória, que cobre despesas como combustíveis e publicidade.

No final de abril, a mesa diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais determinou a redução deste benefício em 30%. O valor caiu de R$ 27 mil por mês para R$ 18,9 mil.

Mas um levantamento feito no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa revelou que 16 parlamentares gastaram, em pelo menos um destes quatro meses, valores acima da cota máxima determinada pela mesa diretora.

Sete gastaram acima de R$ 20 mil, na média mensal. Dois deputados praticamente não reduziram em nada os gastos dos gabinetes, apesar dos trabalhos à distância.

Um deles, o deputado Alencar Silveira Júnior (PDT), aumentou as despesas. Nos meses de maio e de junho, quando já vigorava a redução da cota parlamentar, o gabinete dele gastou, em média, R$ 56 mil.

Só em junho, foram R$ 92 mil em despesas. No total, Alencar Silveira elevou as despesas em 30% na comparação com 2019, passando de R$ 117 mil para R$ 142 mil em quatro meses. No período, o limite era R$ 91 mil.

Em nota, ele declarou que os gastos do gabinete são compatíveis com os do ano passado. E que em junho foi mais alto porque utilizou, de uma só vez, toda a verba de publicidade a que tem direito a cada três meses.

Mandatos exercidos à distância também deveriam gerar economia de combustível, já que os veículos da Assembleia Legislativa passaram a maior parte da pandemia parados na garagem. Em alguns gabinetes, as despesas seguiram altas.

Um levantamento feito pelo jornal Estado de Minas revelou que, em dois meses, o gasto da ALMG com postos de gasolina, locação de veículos e manutenção de carros passaram de R$ 900 mil. Apenas combustíveis e lubrificantes custaram R$ 150 mil aos cofres públicos.

Segundo o jornal o campeão é o deputado Sávio Souza Cruz, do MDB, que recebeu mais de R$ 30 mil de verba indenizatória. Destes, R$ 23 mil foram gastos em aluguéis de veículos e R$ 8 mil em combustíveis.

Fonte: G1.

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