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Minas Gerais

Um quarto dos municípios de Minas Gerais está sob toque de recolher

Se somadas a 'Onda Vermelha' e a 'Onda Roxa', são 624 municípios mineiros, um total de 73% das cidades.

Quase um quarto dos municípios mineiros está sob toque de recolher e proibição de atividades não essenciais com o ingresso, ontem, das regiões de saúde do Triângulo do Sul e Norte, além da microrregião de Ponte Nova, à chamada ‘Onda Roxa’ do Programa Minas Consciente.

Além disso, Triângulo do Norte e Noroeste já se encontravam nesta fase, que é a mais restritiva do programa de flexibilização e controle da COVID-19 do governo de Minas Gerais, englobando 194 (22,7%) dos 854 municípios do estado, uma população total de 4,6 milhões. Outras seis regiões somam 430 municípios que se encontram à beira desse patamar, na ‘Onda Vermelha’, que era a mais crítica até a concepção da Roxa, na última quarta-feira, diante do iminente colapso do setor hospitalar causado pelo novo coronavírus.

Se somadas a ‘Onda Vermelha’ e a ‘Onda Roxa’, são 624 municípios mineiros, um total de 73% das cidades, entre elas quatro das cinco mais populosas, que são Belo Horizonte (2,5 milhões), Uberlândia (691 mil), Contagem (663 mil) e Betim (439 mil), deixando apenas Juiz de Fora (568 mil) na ‘Onda Amarela’ com o restante do Estado. Não há municípios atualmente na onda verde, de maior flexibilização de atividades.

O governador Romeu Zema (Novo) incluiu as macrorregiões de Saúde Noroeste e Triângulo do Norte na faixa mais restritiva do plano, por determinação do Comitê Extraordinário COVID-19. A microrregião de Ponte Nova, com 21 municípios, pediu para ser incluída na categoria no último sábado, após reunião com mais de 150 representantes dos 113 municípios, das regiões do Triângulo do Norte e Norte. “O objetivo é conter drasticamente a transmissão da COVID-19 para restabelecer a capacidade assistencial nas cidades e preservar a rede hospitalar de todo o estado”, informou o governo estadual.
A fase de maior restrição será implantada, a princípio, por 15 dias, com apenas serviços essenciais e a circulação de pessoas limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos. “O deslocamento por qualquer outra razão deverá ser justificado e a fiscalização será feita com o apoio da Polícia Militar”, afirma o governo do estado.
São considerados serviços essenciais o setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem via delivery); serviços de saúde; bancos; transporte público; energia, gás, petróleo, combustíveis e derivados; manutenção de equipamentos e veículos; construção civil; indústrias da cadeia de atividades essenciais; lavanderias; serviços de TI, dados, imprensa e comunicação; serviços de interesse público como água, esgoto, funerário, correios etc.

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