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Brenda Santunioni é destaque no Profissão Repórter da Globo

O programa mostrou os últimos dias de campanha da ex-vereadora, uma das duas únicas candidatas transexuais à prefeita em todo o Brasil.

O Globoplay publicou nesta quarta-feira (10) uma reportagem do Profissão Repórter que mostra os últimos dias de campanha da ex-vereadora Brenda Santunioni, que era uma das duas únicas candidatas transexuais à prefeita em todo o Brasil. Antes disso, quatro anos atrás, ela foi eleita vereadora, sendo a segunda mais votada da cidade.

Durante a reportagem, Brenda conta um pouco sobre sua vida e como se descobriu ao longo dos anos, principalmente em Juiz de Fora. Lugar onde, segundo a ex-vereadora, ela se descobriu como menina e entendeu o que era o termo trans.

Além disso, o Profissão Repórter esteve lado a lado com a candidata durante os últimos dias de campanha. No programa que foi ao ar, Brenda aparece distribuindo panfletos sozinha sozinha, enquanto outros candidatos tinham grupos muito maiores.

“Realmente. Eles (outros candidatos) têm um grupo grande. Vão com assessores, equipe de filmagens. Eles têm esse recurso que é legítimo. Mas eu não tenho. A gente tem que trabalhar com o que tem.”, afirmou Brenda.

Plano de Governo, obstáculos e questionamentos

No plano de Governo, a ex-vereadora não incluiu nenhuma proposta específica para o público LGBTQIA+. Apenas para minorias em geral. Isso, inclusive, levantou dúvidas na população viçosense. Isso porque, em uma das passagens da reportagem, Marco Antônio Viana, agrônomo, chegou a questionar a então candidata.

De acordo com ele, Brenda fugiu um pouco da pauta da LGBTfobia, transfobia e homofobia. Além disso, para o agrônomo, quando ela “cai para o lado” de um partido como o Patriotas, “fica complicado”.

No entanto, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, 40% das candidatas trans nas eleições de 2016 concorreram por partidos conservadores.

Em resposta, Santunioni afirmou que tentou negociar para entrar, de alguma maneira, em partidos de esquerda, mas eles não a aceitaram. Inclusive, segundo ela, seria mais cômodo estar em um partido que “a aceitaria, mas que na hora dela ser a candidata protagonista, eles não quiseram.”

Ainda durante a reportagem, o presidente do partido pela qual Brenda se candidatou, comentou sobre a situação. De acordo com ele, os partidos de extrema esquerda queriam que os seus candidatos seguissem a cartilha ao pé da letra. Por outro lado, para ele, os partidos de direita queriam eleger pessoas e, depois, se preciso, mudariam a “cartilha ideológica” após eleger 30% de candidatos LGBTs.

Dificuldades quando eleita vereadora

A reportagem do Profissão Repórter ainda mostrou um trecho em que Brenda fala sobre a pichação no muro da sua casa, com xingamentos e ofensas homofóbicas e transfóbicas após ela ser eleita vereadora. Além disso, a ex-vereadora foi questionada sobre pessoas que a acusaram de se beneficiar da causa LGBTQIA+ para ganhar votos, mas não os representar de fato.

“Se parte da população LGBT acha que eu não os represento, para mim tanto faz. Já não faz diferença na minha vida. O que eu pude fazer como boa representante eu fiz. Agora, se for colocar na balança se eu ganhei voto por causa disso… eu perdi voto e ainda perco.”, respondeu a ex-vereadora.

A reportagem ainda conta mais sobre as questões por quais ela acha que recebeu poucos votos e por ter perdido a eleição. Na contagem, ela foi a penúltima colocada no município. Para conferir o programa completo, acesse: Profissão Repórter | Candidata de Viçosa (MG) era uma das únicas duas candidatas transexuais à prefeita no Brasil | Globoplay

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