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Minas GeraisSaúde & Bem Estar

Cresce número de internações de adultos entre 30 e 39 anos com coronavírus, em Minas Gerais

Crianças também têm sido hospitalizadas. Nesta semana, o Hospital da Baleia disponibilizou quatro leitos específicos para atender este público.

As internações por Covid-19 estão aumentando entre pessoas mais jovens. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), no último trimestre, esses números cresceram, principalmente, no grupo de 30 a 39 anos.

As mortes subiram entre os adultos, de 20 a 59. A preocupação também tem chegado às crianças, porque duas já morreram na capital mineira e quatro estão internadas. Quem está na linha de frente, acompanhando de perto o tratamento dentro de um hospital, se preocupa.

“É que pessoas mais jovens, em torno de 40 anos e muitas vezes sem comorbidades, sem doenças, como hipertensão, diabetes, obesidade têm adoecido cada vez mais. Essa constatação de pacientes mais jovens ocupando as CTIs, fato que não era visto no início da pandemia, com quadros graves, isso gera uma preocupação e um estresse muito grande em toda a equipe”, explica Maurício Meireles Góes, médico intensivista e membro da diretoria do Sindicato Estadual dos Empregados da Cooperativas de Serviços Médicos (Sinmed-MG).

O diretor de Tecnologia da Informação (TI) José Roberto Coelho entrou nessa estatística.

“No dia 4 de janeiro, desenvolvi os primeiros sintomas do vírus Covid-19. Fiquei uma semana sob orientação médica, realizando protocolo e fazendo tratamento. Os meus sintomas evoluíram no décimo dia, ainda na minha residência, sofri insuficiência respiratória, fui levado de ambulância para um hospital”.

Foram dez dias internados, quatro deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) recebendo oxigênio de um respirador mecânico. O José Roberto praticava atividades físicas e não tinha comorbidades.

“Hoje estou recuperado, me cuido e nunca gostaria de passar pela situação como eu passei”.

Ainda de acordo com a secretaria, o tempo médio de permanência dos pacientes com Covid-19 nos hospitais é de nove dias na enfermaria e de até 21 nos leitos de UTI.

Não há informações consolidadas que apontem as causas desse aumento nas internações de pessoas mais jovens nos hospitais. Médicos infectologistas indicam algumas hipóteses, como a circulação de novas variantes e a maior exposição ao vírus por parte dessas pessoas.

Crianças também estão sendo internadas

Internações que avançam para outras faixas etárias e que acenderam o alerta na Secretaria de Saúde de BH, como disse o prefeito Alexandre Kalil (PSD), em entrevista coletiva na última sexta-feira (5).

“Hoje temos quatro crianças internadas com Covid-19. Não estamos mais falando de jovens de 40 anos, 30 ou 35 não. são crianças internadas. nós mudamos de patamar”.

Nesta semana, o Hospital da Baleia disponibilizou quatro leitos específicos para atender crianças com sintomas de Covid-19. Segundo o boletim epidemiológico da prefeitura, duas crianças já morreram com a doença na capital mineira.

“O momento epidemiológico demanda uma atenção especial nesse grupo pediátrico. Nós temos que tratar toda criança com quadro respiratório como suspeita de Covid, temos que fazer a coleta do material, isolá-las, cumprir o protocolo. Obviamente que a grande maioria não vai ter Covid, felizmente, mas esse momento exige uma atenção especial, porque sabemos que elas podem ter um quadro clínico mais brando, mas elas podem disseminar o vírus com muita facilidade”, diz Mozar Neto, infectologista e superintendente do Hospital da Baleia.

Em relação às crianças, a preocupação maior é com a síndrome multissistêmica pediátrica, associada à Covid-19. Em Minas Gerais foram confirmados 77 casos e uma morte. A média de idade das crianças que apresentaram os sintomas foi de 5 anos.

“É importante as pessoas realmente perceberem que: o amento do número de casos na infância está relacionado ao aumento do número de casos na população em geral. Não significa que o vírus esteja acometendo mais as crianças agora, porque nós não temos os dados pra falar que essas variantes novas também estão acometendo mais as crianças, elas são apenas mais transmissíveis. Então, passam a acometer mais todas as faixas etárias. Não existe uma predileção dessas novas variantes pelas crianças. não existe uma mudança no perfil de acometimento e de gravidade desses quadros nas crianças”, fala a infectologista e pediatra Lilian Diniz.

Fonte: G1

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