Variantes do coronavírus são encontradas em Viçosa e Ponte Nova
23 de abril de 2021

Uma pesquisa feita pelos laboratórios da Universidade Federal de Viçosa (UFV) credenciados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) para a realização de testes de detecção do novo coronavírus, detectou que existem variantes do Sars-Cov2 circulando nas cidades de Viçosa e Ponte Nova, além de municípios da região do Alto Paranaíba.

Nas cidades da Zona da Mata, foram encontradas as variante B.1.1.7, identificada inicialmente no Reino Unido, e da P1, identificada inicialmente em Manaus. Vale destacar que a P1 já está disseminada em todo o estado de Minas, sendo a mais comum atualmente. A descoberta foi feita com base no sequenciamento de 17 amostras. Dessas, oito eram de Ponte Nova e nove de Viçosa.

A descoberta dos pesquisadores foi informada oficialmente à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), na última terça-feira (20), e pode explicar o aumento do número de casos de Covid-19 na região. Isso porque, a maior rapidez de transmissão da P1 já é reconhecida pela ciência.

No entanto, embora seja responsável pela velocidade da disseminação da doença, ainda não se sabe se essa variante também provoca sintomas mais severos ou afeta pessoas de outras faixas etárias. Estudos dessa natureza estão em andamento. Mas é importante que a população redobre os cuidados, o que significa intensificar o distanciamento social e o uso de máscaras e de álcool em gel.

Por outro lado, alguns estudos preliminares indicam que a variante B.1.1.7, também encontrada na região, é mais infecciosa e letal do que o vírus encontrada originalmente na China. 

Expansão do trabalho

A descoberta pelos laboratórios do campus Viçosa é resultado da expansão do trabalho de testagem para covid-19 que começou a ser realizado na UFV em abril de 2020. Até agora foram cerca de 50 mil testes realizados. Desde o último dia 12, esse trabalho passou a incluir a detecção de variantes do SARS-CoV-2, que é realizada por meio do sequenciamento ou genotipagem do genoma viral.

Segundo o coordenador do Laboratório de Ecologia e Evolução de Vírus do Departamento de Fitopatologia, professor Francisco Murilo Zerbini, o sequenciamento pode ser feito de duas formas: apenas na região do genoma que codifica a proteína Spike (S) – responsável pela entrada do novo coronavírus nas células – ou pelo genoma completo do vírus.

O professor explica que o sequenciamento da região, que codifica a proteína S, permite identificar as variantes já conhecidas e também selecionar amostras com mutações ainda não descritas para essa região, ou seja, possíveis novas variantes. Já o sequenciamento do genoma completo amplia o espectro da detecção, identificando as variantes já caracterizadas e também quaisquer outras que possam aparecer com mutações em outras regiões do genoma, além daquela que codifica a proteína S.

A genotipagem, por sua vez, é feita pelo mesmo método que vem sendo usado para a testagem, o RT-PCR em tempo real. Nesse caso, são usados reagentes específicos (primers e sondas) para detecção das principais variantes. A genotipagem, portanto, permite apenas a identificação das variantes já conhecidas.

Para a detecção das cepas verificadas em Viçosa e Ponte Nova, cinco amostras tiveram o gene S sequenciado e as outras 12 o genoma completo.

Fonte: Universidade Federal de Viçosa

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