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Vacinas trocadas: Prefeituras da microrregião de Viçosa publicam nota de esclarecimento

As Prefeituras de Viçosa, Teixeiras, Paula Cândido, Cajuri e Araponga publicaram ontem, segunda-feira, 26, notas de esclarecimento a respeito da aplicação de doses trocadas de vacinas contra o coronavírus.

As notas foram em resposta à matéria publicada pelo no site do Jornal O Tempo e replicada pelo Primeiro a Saber, onde cerca de 2,5 mil pessoas teriam recebido, de maneira equivocada, doses de fabricantes diferentes do imunizante entre a 1ª e a 2ª aplicação, em 423 cidades do estado.

VIÇOSA

O Setor de Atenção Primária em Imunizações de Viçosa, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, disse que o que possa ter ocorrido foi alguma falha no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, que está sendo apurada.

De acordo com o setor existe a apuração de um caso, no município, pela Unidade Regional de Saúde de Ponte Nova, e conforme os trâmites do processo, somente após a comprovação, o Ministério da Saúde será notificado. A prefeitura informou ainda que a pessoa envolvida tem ciência do caso e está sendo monitorada.

TEIXEIRAS

Atualmente, o município utiliza duas vacinas dos laboratórios Butantan e Fiocruz. Até o presente momento, o Serviço de Imunização não tem conhecimento de tal erro. A vacinação tem ocorrido com planejamento dos grupos prioritários e doses disponíveis. Para evitar que tais erros aconteçam, desde o início da campanha, a Secretaria adotou diversos mecanismos de proteção, como utilização de um comprovante de vacinação específico para a Covid-19, utilização de somente um tipo de vacina em cada Drive Thru, conferência sistemática dos comprovantes no advento da segunda dose, espaço no comprovante para agendamento da segunda dose (o que facilita o controle sobre qual imunizante o cidadão está recebendo) e controle interno dos vacinados por meio de planilhas.

A orientação que recebemos do Ministério da Saúde é de que, em caso de vacinação com o uso de imunizantes diferentes, estes devem ser notificados oficialmente ao Ministério em sistemas específicos. Dessa forma, como já informado, até o presente momento, não temos conhecimento desses erros e não informamos nenhuma vacinação com imunizante incorreto.

Desde o início da campanha, temos dedicado para imunizar o maior número de teixeirenses com a maior segurança possível, ressaltamos que até o presente momento, não perdemos nenhuma dose das vacinas, fruto do comprometimento da equipe.

Diante do exposto, nossa campanha tem ocorrido com extrema segurança. Fique atento aos informativos publicados pelo Serviço de Imunização e compareça aos locais determinados para sua faixa etária.

PAULA CÂNDIDO

A secretaria de saúde de Paula Cândido publicou em suas redes sociais que no município existe um rigoroso controle a nível municipal e federal quanto as doses, fabricantes e datas. Disse ainda que o problema relatado na matéria não foi detectado pela secretaria de saúde.

CAJURI

A Gestão Municipal de Cajuri tomou conhecimento, na data de hoje (26/04), sobre a divulgação de uma notícia veiculada em um conhecido jornal de circulação estadual, de que 4 pessoas teriam recebido, erroneamente, doses da vacina contra a COVID-19 de fabricantes diferentes, entre a primeira e a segunda dose.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cajuri, esclarece que essa informação não procede. O Setor de Imunização do Município preza pela qualidade no trabalho e todas as pessoas envolvidas no processo de vacinação são capacitadas e, mesmo diante do cansaço causado pelo intenso trabalho, nenhum tipo de erro aconteceu nas imunizações.

Está sendo apurado se houve alguma falha no SIPNI – Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações.

Desde o início da campanha de vacinação, a Gestão Municipal vem dando transparência a todas as etapas da imunização, tendo disponibilizado em seu Portal Institucional todas as informações referentes às doses recebidas, bem como sua disponibilização aos grupos que as recebem, tudo de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde.

ARAPONGA

O Município declara através da Secretaria Municipal de Saúde e sua Equipe de Imunização, onde realizamos o trabalho com a mais alta responsabilidade na aplicação de todas as vacinas.

Além do que, todos os nossos pacientes receberam as respectivas vacinas de acordo com as planilhas do Ministério da Saúde, onde os grupos prioritários, pacientes que receberam D1 Coronavac tiveram o aprazamento da D2 entre 15 e 28 dias e os pacientes que receberam a vacina Astrazenica, tiveram agendada a segunda dose para um período de 3 (Três) meses após o recebimento da Primeira dose.

No fato ocorrido onde Araponga é citada, NÃO houve falha na imunização, e sim, apenas um erro no sistema, conforme em anexo.

Aqui deixamos firmados mais uma vez, nosso compromisso com uma saúde de qualidade a cada cidadão Araponguense, enfim, é a nossa casa e temos o dever de zelar por ela.

O QUE DIZ A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS

A Secretaria de Estado de Saúde encaminhou nota ao setor de jornalismo da Rádio Montanhesa e Primeiro a Saber informando que foram notificados à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), nos primeiros quatro meses de campanha (19/1 a 19/4/2021), 68 ocorrências de pessoas que foram vacinadas com duas doses de vacinas diferentes. A SES-MG mantém a investigação de outros possíveis casos que possam ter ocorrido no estado.

Segundo as determinações do Plano Nacional de Imunização (PNI), nas situações nos quais o indivíduo tenha recebido a primeira dose de vacina de um fabricante e, com menos de 14 dias, venha receber a segunda dose de outro produtor, a segunda dose deverá ser desconsiderada e reagendada outra aplicação, conforme intervalo indicado da primeira vacina recebida.

BRASIL

No Brasil mais de 16 mil pessoas tomaram vacinas contra a Covid-19 trocadas de acordo com levantamento do Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil). Órgão da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, com a responsabilidade de coletar, processar e disseminar informações sobre saúde.

A troca, segundo o Datasus, aconteceu em praticamente todo o país, com exceção do Acre e do Rio Grande do Norte.

O levantamento levou em conta todos os vacinados no primeiro mês de vacinação, entre 17 de janeiro e 17 de fevereiro, que retornaram para a segunda dose até 8 de abril. No total, foram 3,5 milhões de pessoas. A maior parte das trocas ocorreu em profissionais de saúde.

Ao todo, 16.526 pessoas foram afetadas no período analisado. Os dados mostram ainda que 7 em cada 10 trocas de fabricantes na vacina contra covid-19 ocorreram em profissionais de saúde. Esse rastreamento é possível porque cada pessoa vacinada é registrada no Datasus com um código de identificação, no qual há informações sobre cada dose recebida, incluindo fabricante e número do lote.

Em nota, a Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde disse que foi notificado sobre 481 ocorrências de aplicação de doses distintas de diferentes vacinas. “A pasta esclarece que cabe aos estados e municípios o acompanhamento e monitoramento de possíveis eventos adversos a essas pessoas por, no mínimo, 30 dias”.

 

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