fbpx
PaísSaúde & Bem Estar

Universidade dos EUA projeta 3ª onda da Covid-19 no Brasil em julho

Com relaxamento absoluto das medidas restritivas, país poderia atingir quase 700 mil mortes até o começo de agosto.

Se houver um relaxamento absoluto das medidas que restringem a mobilidade de pessoas, o Brasil poderá enfrentar uma terceira onda de Covid-19 a partir de julho, com mais de 4.200 mortes por dia no pico. A projeção é do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

O pior cenário calculado pelos pesquisadores mostra uma subida da curva de novas infecções ainda em maio, chegando a um pico na metade de junho. As mortes, então, atingiram um patamar nunca antes visto a partir de julho, de acordo com os gráficos, totalizando 688 mil em 1º de agosto.

O cenário atual, que leva em conta o aumento da vacinação em 90 dias e considera as novas variantes em circulação, é um pouco mais otimista, apontando uma ligeira queda dos novos casos do fim de maio em diante. Nesse sentido, haveria um pico de mortes diárias em torno de 2.000, em maio e junho, sucedido de uma queda lenta até atingir cerca de 1.200 no começo de agosto, totalizando 575 mil óbitos.

Uso de máscaras

Os pesquisadores também trabalharam com previsões caso 95% da população aderisse ao uso de máscaras. O instituto estima que hoje 69% dos brasileiros façam uso permanente da proteção. Com a universalização das máscaras, o Brasil teria uma redução permanente de novos casos e chegaria a agosto com 525 mil mortes, 50 mil a menos do que o cenário atual indica.

O ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, analisou os números e considera que estão dentro da realidade. Ele ressalta que os pesquisadores da Universidade de Washington “têm acertado com precisão”.

“Enfrentaremos algo dentro do intervalo das linhas pontilhadas vermelha e roxa [688 mil e 575 mil mortes até 1º de agosto], sendo que pode piorar se a população relaxar demais. Além disso, devemos considerar a possibilidade de já termos a circulação da variante da Índia no Brasil”, afirma.

Cabe ressaltar também que o primeiro pico da pandemia no Brasil se deu justamente nos meses de inverno nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: R7

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo