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Prefeitura divulga pesquisa sobre as realidades do ensino não presencial em Viçosa

A Secretaria Municipal de Educação divulgou o resumo técnico das pesquisas “Condições do trabalho docente durante a pandemia” e “Condições socioeconômicas da comunidade escolar”. Os levantamentos têm o objetivo de delinear propostas de políticas públicas na área educacional; compreender as demandas dos professores diante da reorganização das formas de trabalho e inserção das tecnologias para mediar a comunicação e o ensino na Rede Municipal; bem como identificar as condições socioeconômicas das famílias e o acesso às tecnologias para mediar a comunicação durante o período da pandemia e a adaptação ao ensino não presencial.

Os questionários online foram disponibilizados no mês de abril, sendo um para os responsáveis por estudantes da Rede Municipal e outro para os professores efetivos e contratados que atuam nas escolas municipais.

De acordo com a secretária de Educação, Marli Franco, com os resultados é possível perceber “o desafio de cada professor em utilizar recursos tecnológicos e o da família para interagir com a nova modalidade de ensino, onde foi necessária a adaptação da forma de trabalho do professor e a parceria da família dos educandos”.

Dos 417 docentes da rede municipal, apenas 74,6% responderam à pesquisa, ou seja, 311 professores. Questionados sobre o acesso à internet no domicílio, 306 docentes afirmaram que possui (99%); três utilizam internet emprestada do vizinho e dois não possuem acesso.

Os professores também foram questionados sobre a adaptação ao ensino não presencial durante a pandemia e 57% informaram que não se sentem confortáveis com o modelo, mas fazem de tudo para conseguir se adaptar.  Em contrapartida, 30% responderam que se sentem confortáveis, mas no início tiveram dificuldade para se adaptar; e 8% disseram que recebem auxílio de outras pessoas para realizar as tarefas.

A pesquisa também revela que os professores têm buscado qualificação para usar as tecnologias digitais em sala de aula: 47,9% têm acessado tutoriais para aprender a utilizar as ferramentas; 7,1% participam das formações oferecidas pela escola; 33,8% participam das formações oferecidas pela Secretaria Municipal de Educação; 22,5% de formações ofertadas por outras instituições. Além disso, 28,6% não recebem nenhum tipo de formação e fazem tudo por conta própria.

A troca de mensagens instantâneas pelo WhatsApp aparece como a ferramenta mais eficaz para a interação com os estudantes, conforme 78% dos professores. Em seguida, com 15% aparecem as reuniões virtuais/aulas, por meio das plataformas digitais.

“O que engrandece na educação é saber o quanto cada profissional foi capaz de vencer com sabedoria e resiliência este momento, onde precisa de distanciamento físico e ao mesmo tempo estar presente na vida escolar dos estudantes. Os professores foram capazes de buscar formação específica para alcançar a comunidade escolar. Em 2021, iniciamos a gestão da secretaria com este ponto de partida, conhecendo as ações remotas e com capacitação na área tecnológica para os profissionais da educação”, destacou Marli Franco.

O município de Viçosa conta com 4.815 estudantes, conforme o Censo Escolar de 2021. Contudo, a pesquisa sobre as condições da comunidade escolar contou com a participação de 1.424 respondentes, sendo que 89% dos formulários foram respondidos pelas mães dos estudantes.

A respeito do acesso à internet, 80% dos participantes responderam que possuem; 9% utilizam a internet do vizinho e conseguem utilizar sempre; 4% utilizam a internet do vizinho, porém, não conseguem usar sempre; e 7% não possuem acesso.

Questionados sobre o ensino não presencial ofertado pela escola, 38,1% consideram razoável, ou seja, é difícil de adaptar, mas é possível. Em contrapartida, 26,1% consideram bom; 26,7% ótimo; e 8,1% ruim.

Houve mudança no interesse do aluno pelos estudos. Antes da pandemia 76,3% dos responsáveis consideravam a dedicação do estudante boa; depois, o percentual caiu para 29,3%. O índice de interesse razoável, do aluno que nem sempre se dedicava, subiu de 13,6% para 42,9%. Já o interesse ruim, do aluno que sempre teve dificuldade para se dedicar, subiu de 2,5% para 20,2%.

Marli Franco reforçou que a Secretaria de Educação sabe que para a volta presencial serão necessárias ações pedagógicas intensivas para alcançar todos os estudantes que durante este período de pandemia não conseguiram vencer ou venceram parcialmente o aprendizado necessário, de acordo com o ano de escolaridade.

“Nossa equipe de apoio da Secretaria de Educação está junto aos gestores das escolas da rede municipal fazendo reuniões com a comunidade escolar, de forma virtual, com objetivo de encurtar a distância entre a escola, família e nossos estudantes”, reforçou Marli Franco.

Leia o relatório completo – disponível aqui 

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