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Mãe suspeita de matar filha de um ano em Barbacena sofria de depressão

A irmã da suspeita contou que ela fazia tratamento para transtornos mentais com psiquiatra e psicólogo e acredita que ela possa ter cometido o crime em um momento de surto

A mulher que foi presa suspeita de matar a filha de apenas um ano e dois meses em Barbacena,  no Campo das Vertentes, distante de Viçosa 178 quilômetros sofria de depressão e tinha problemas mentais, segundo familiares. A irmã da suspeita contou que ela fazia tratamento para transtornos mentais com psiquiatra e psicólogo e acredita que ela possa ter cometido o crime em um momento de surto.

A menina de apenas um ano e dois meses foi encontrada morta dentro de casa, na última, segunda-feira (12), com cerca de 20 perfurações pelo corpo. A principal suspeita do crime é a mãe dela, de 35 anos, que fugiu logo após a morte e ficou dizendo ter feito uma coisa horrível.

Segundo familiares a suspeita estava em estado de choque após o crime e não conseguia contar o que ocorreu. “Muitas vezes ela não dizia coisa com coisa e parecia viver em um mundo particular. Temos histórico de doenças mentais na família e minha irmã estava passando por momentos difíceis”, conta.

Ainda de acordo com familiares, a suspeita morava com a filha e o marido com quem era casa há cerca de três anos. A vítima era a única filha do casal. Liandra Yuko será velada e enterrada em Barbacena na tarde desta terça-feira (13).

O crime

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a avó materna da bebê contou que mora embaixo da casa da filha e da neta e que, nesta segunda a noite, foi até a casa das duas e pediu para ver a pequena Liandra Yuko. A bebê chorava bastante e a avó viu, pela janela,  a filha com a criança no colo indo para a cozinha.

Depois de um tempo, a suspeita abriu a porta e a avó perguntou onde estava a neta. A mulher disse que estava no quarto, mas a menina não estava no local. A avó foi até a cozinha e encontrou a neta caída no chão e completamente ensanguentada.

Ela pegou a criança e a levou para o quarto a deitando em uma cama. A suspeita fugiu. A avó chamou vizinhos que acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando os socorristas chegaram ao local, a menina ainda estava viva, mas morreu momentos depois.

A perícia da Polícia Civil foi acionada para o local e foram constatadas 20 perfurações no corpo da bebê com um objeto pontiagudo. A arma do crime não foi encontrada. A família mora no bairro Nossa Senhora Aparecida.

Mãe diz que teve surto na cozinha e que não se lembra do que ocorreu

Ainda com a Polícia Militar na casa, a suspeita ligou para a mãe. Um sargento da PM pegou o telefone e perguntou onde ela estava. A mulher dizia apenas que tinha acontecido uma coisa horrível na residência dela, sem expecificar do que se tratava. O sargento perguntou novamente onde a mulher estava e ela informou que estava em frente a uma lanchonete da cidade.

Quando a polícia chegou no local encontrou a suspeita dentro de um carro. O motorista contou que passava próximo a lanchonete quando a mulher pulou na frente do veículo dele e disse: “liga para a polícia que eu fiz uma merda”.

A suspeita estava sentada no banco de trás do veículo. Ela foi presa e levada à delegacia. Aos militares, ela disse que teve um surto na cozinha e que não se lembra do que aconteceu. Ela disse que só se lembra de ter andado pela rua. A blusa dela estava suja de sangue e foi recolhida pela polícia. De acordo com a Polícia Civil, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional. Ela estava em estado de choque.

Mulher chamou a polícia no sábado e disse que o marido tinha a agredido

No último sábado (10) a suspeita do crime contra a criança acionou a polícia e disse ter levado tapas do marido, de 59 anos. Ele foi detido. Na delegacia, segundo a Polícia Militar, a mulher repetia que queria se separar do homem e que não tinha dinheiro para isso, mas que iria começar a trabalhar e cuidar sozinha da filha.

O marido da mulher foi levado a delegacia no dia da agressão, mas não ficou preso. Foi ouvido e liberado. A irmã da suspeita contou que ela disse ter sido agredida, mas o marido negou as agressões.

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