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Estátua da Praça Silviano Brandão passa por manutenção em Viçosa

Monumento é do ex-presidente Arthur Bernardes e foi instalado no município em 1969.

A estátua do ex-presidente e fundador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Arthur Bernardes, localizada na Praça Silviano Brandão no Centro de Viçosa, passou por manutenção. No fim de semana, a obra foi iluminada por holofotes com gelatina amarela.

Instalada no município em 28 de setembro de 1969, o monumento passou por um processo de higienização, aplicação de produto para retirar oxidações e resina para manter a conservação.

O serviço foi feito pela restauradora e chefe do Departamento de Patrimônio Histórico, Helena Fortes, e pelo assistente de restauração Reinaldo Rone Oliveira Silva.

“Eu participei da montagem do Museu Arthur Bernardes e fui coordenadora por 4 anos, então tenho muito carinho e um grande respeito pela figura dele, que é uma figura ilustre e muito importante pro nosso município. É essencial que a gente esteja sempre cuidando e preservando nosso patrimônio para as gerações futuras; nossa história precisa ser preservada. Um país sem história, é um país sem memória”, afirmou a restauradora.

De acordo com a Prefeitura, a manutenção faz parte dos preparativos para a “Semana Arthur Bernardes”, que ocorre na primeira semana de agosto.

Manutenção

O processo de manutenção foi dividido em etapas, sendo a 1ª uma limpeza superficial, para remover a poeira e as sujeiras mais aparentes e a 2ª, a aplicação de um produto para tirar a oxidação do cobre, elemento principal da estátua.

Além disso, foram passadas lixa e escova para restaurar a cor original da obra. Após isso, uma resina de produção foi aplicada para manter a conservação.

 

Arthur Bernardes

Nascido em Viçosa no dia 8 de agosto de 1875, Arthur da Silva Bernardes se formou em Direito no ano de 1900 pela Faculdade de São Paulo.

Casou-se com Cléia Vaz de Mello em 15 de julho de 1903. Através do casamento, tornou-se herdeiro político do sogro, Carlos Vaz de Mello, várias vezes deputado-geral do Império e principal chefe político de Viçosa.

Com um impulso político do sogro, tornou-se vereador e presidente da Câmara viçosense e rapidamente ultrapassou o nível municipal e se elegeu presidente de Minas.

Durante a trajetória inicial, Arthur Bernardes exerceu diversas atividades, entre elas:

Contador

Revisor de jornal

Estafeta

Professor de latim e português

Advogado

Diretor de jornal

Presidente da Câmara de Viçosa – 1906

Deputado Federal – 1909

Secretário de Finanças no governo de Delfim Moreira – 1914 a 1918

Presidente do Estado de Minas Gerais – 1922

Presidente da República – 1922-1926

Senador da República – 1927

Bernardes venceu as eleições presidenciais de 1 de março de 1922, quando obteve 466.877 votos contra 317.714 votos dados a Nilo Peçanha, em uma eleição que dividiu o país: Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro apoiaram Nilo Peçanha, enquanto os demais estados deram apoio à candidatura de Bernardes.

Artur Bernardes foi pioneiro da siderurgia em Minas Gerais e sempre se bateu pela ideologia nacionalista e de defesa dos recursos naturais do Brasil. Em 1926, fundou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária, que viria depois a se tornar a Universidade Federal de Viçosa.

Em setembro de 1926, promoveu a única reforma da Constituição de 1891, que alterava principalmente as condições para se estabelecer o estado de sítio no Brasil. Após deixar o governo foi eleito senador em 1929, mandato que exerceu até 1930.

Participou da Revolução de 1930, que desalojou o Partido Republicano Paulista do governo federal. Foi um revolucionário constitucionalista de 1932. Fracassado este movimento, exilou-se em Portugal. De volta ao Brasil, em 1934, foi eleito deputado federal para o mandato 1935-1939. Em 1937, porém, perdeu o mandato, devido ao golpe do Estado Novo.

Com o restabelecimento da democracia em 1945, ingressou na UDN, elegeu-se deputado federal constituinte em 1945. Criou e dirigiu a seguir o Partido Republicano. Eleito suplente de deputado federal em 1950, exerceu o mandato, em virtude de convocação, sendo eleito para um novo mandato em 1954. Bernardes defendeu, após 1945, o Petróleo e a Siderurgia nacionais. Ocupou o cargo de deputado federal até a morte, em 1955. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

Por G1

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