O setor de serviços em Minas Gerais apresentou, em junho, um avanço de 2,4% frente a maio de 2021, na série com ajuste sazonal, enquanto o Brasil também mostrou um avanço de 1,7%. Regionalmente, 23 das 27 unidades da federação assinalaram crescimento no volume de serviços em junho de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando a variação observada no Brasil.
Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de Rio de Janeiro (5,4%), seguido por São Paulo (0,5%), Minas Gerais (2,4%), Rio Grande do Sul (3,4%), Pernambuco (5,4%), Santa Catarina (3,1%) e Distrito Federal (3,3%).
Na comparação com igual mês do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (21,1%) foi acompanhado por todas as 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (20,0%), seguido por Rio de Janeiro (20,6%), Minas Gerais (25,7%), Paraná (17,3%), Rio Grande do Sul (19,8%) e Santa Catarina (24,6%).
No acumulado de janeiro a junho de 2021, frente a igual período do ano anterior, o crescimento do volume de serviços no Brasil (9,5%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que todas as 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (9,9%), seguido por Minas Gerais (14,7%), Rio de Janeiro (7,1%) e Santa Catarina (17,1%).
A variação acumulada nos últimos 12 meses, em relação a igual período do ano anterior, apresentou avanço do volume de serviços de 0,4% no Brasil, sendo que 14 das 27 unidades da federação também mostraram avanço na receita real de serviços. Os principais impactos positivos em termos regionais ocorreram em Pará (8,6%), Santa Catarina (8,4%) e Amazonas (8,1%). Minas Gerais apresentou variação de 4,7% nos últimos 12 meses.
Os resultados por atividades em Minas Gerais, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apontam variações positivas do volume de serviços em todas as cinco atividades investigadas: outros serviços (62,3%), serviços prestados às famílias (45,7%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (34,7%) apresentaram as maiores variações na comparação com o mesmo mês do ano anterior, conforme o quadro 1.
Em síntese, ao avançar 1,7% em junho de 2021, o setor de serviços nacional acumula expansão de 4,4% nos últimos três meses, alcançando, assim, o nível mais elevado desde maio de 2016. Ainda na série ajustada sazonalmente, o índice de média móvel trimestral mostrou expansão de 1,5% no trimestre encerrado em junho, mantendo uma trajetória ascendente desde julho de 2020, período em que os serviços construíram um lento processo de recuperação. Com isso, em junho de 2021, o volume de serviços no Brasil amplia o distanciamento frente ao patamar pré pandemia, situando-se 2,4% acima do nível de fevereiro de 2020. Vale destacar, contudo, que o setor de serviços ainda se encontra 9,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.
Fonte: IBGE