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Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal debate retorno dos estudantes da UFV a Viçosa

Um provável retorno dos alunos da UFV a Viçosa foi tema de uma Audiência Pública especialmente promovida para debater este tema na Câmara Municipal de Viçosa. A audiência aconteceu na noite de quinta-feira (16) e reuniu vereadores, membros da Prefeitura Municipal, o reitor Demetrius David da Silva e representantes de todos os segmentos da Universidade. O tema, segundo os participantes, reflete a importância e o impacto da presença dos estudantes na cidade.

A Audiência Pública foi proposta pelo vereador Daniel Cabral (PCdoB) que iniciou o evento mostrando as diversas ações que a UFV realizou para que Viçosa enfrentasse melhor a pandemia, entre elas, as testagens, os treinamentos para profissionais de saúde e o apoio à vacinação. “A UFV é fundamental para a cidade. Serão mais de 17 mil estudantes de volta, movimentando a economia de Viçosa, o que todos desejamos. Mas, se o retorno é positivo por um lado, por outro, precisamos considerar que também há impacto na infraestrutura de saúde e precisamos debater como iremos lidar com isso” disse o vereador Daniel.

O reitor da UFV lembrou que não existe nenhuma cidade no Brasil em que uma universidade represente tanto para a comunidade quanto Viçosa. Para ele, esta será a primeira vez que as decisões sobre calendário acadêmico e retorno dos alunos terá que envolver a parceria com a sociedade viçosense. “Da graduação aos pós-doutorandos, temos 17.272 estudantes que irão circular pela cidade e isso mostra que a responsabilidade precisa ser conjunta”, disse Demetrius. O reitor explicou que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFV (Cepe) já decidiu datas para início e término dos próximos três semestres letivos, dando previsibilidade às decisões. “Já temos aprovado um indicativo de retorno presencial no dia 24 de janeiro de 2022, mas a forma como isso será feito ainda será construída e planejada de acordo com as condições epidemiológicas”, afirmou ele. Demetrius disse, ainda, que questões como distanciamento e uso de equipamentos de proteção são pontos pacíficos, mas há temas, como possíveis atendimentos médicos e o que fazer com pessoas que não se vacinaram, que ainda precisam ser debatidos e não dependem apenas da administração da UFV.

Os secretários municipais de Saúde, Antônio José Maciel, e de Educação, Marli Franco, se colocaram à disposição para o aprofundamento do debate sobre a logística do município para receber os estudantes da UFV. Marcos Schitinni, representante da Macrorregional de Saúde, apresentou dados estaduais e regionais e apontou sua preocupação com a circulação de novas variantes do coronavírus com o aumento da população. Lucas Zine, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), lembrou que todas as decisões precisam ser tomadas com base na ciência e entregou aos participantes um documento construído pelo DCE para ajudar a orientar diretrizes seguras para o retorno às aulas presenciais. Para o presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFV (Aspuv), Edilton Barcelos, as incertezas da condução da pandemia pelo governo federal também precisam balizar as decisões sobre o retorno dos estudantes.

Também participaram da Audiência Pública a representante da Associação de Pós-Graduandos, Renata Pedrosa, da Associação de Profissionais de Nível Superior da UFV (Atens), Maria Olímpia Silva, e da Associação dos Servidores Administrativos da UFV (Asav), Júlio César dos Reis que manifestaram preocupação com a saúde dos servidores no retorno dos alunos. Vereadores e público presente também puderam expor opiniões durante a Audiência Pública que, ao final, encaminhou a criação de um Comitê de Infraestrutura para debater a logística da cidade para receber os alunos da UFV. Ao encerrar sua participação, o reitor Demetrius Davi da Silva reafirmou que não existem soluções fáceis para um problema tão complexo e as decisões exigem planejamento e monitoramento contínuo do cenário epidemiológico.

Divulgação Institucional

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