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Maior falsificador de documentos de Minas Gerais é preso

De acordo com a Polícia Civil, o homem confeccionava na própria residência os documentos que eram repassados para golpistas e facções criminosas de todo o país.

Um homem, de 29 anos, apontando pela polícia como o maior falsificador de documentos de Minas Gerais, foi preso em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, na última sexta-feira (1). No entanto, a Polícia Civil apresentou somente nesta quinta-feira (7), o resultado da investigação.

De acordo com a Polícia Civil, o  homem que agia sozinho  foi preso em casa. Ele confeccionava na própria residência os documentos falsos que eram repassados para golpistas e facções criminosas de todo o país. O homem que já possui passagem pela polícia por falsificação, segue preso pelo mesmo motivo.

Escritório do crime

Na casa do homem foram encontrados diversos materiais para confecção de documentos falsos como: papel moeda, centenas de espelhos de cédulas de identidade, Carteiras Nacionais e habilitação (CNHs), Certificados de Registro de Veículos (CRVs) de todos os estados brasileiros, comprovantes de residência contracheques e um vasto maquinário para produção desses documentos.

Prisão

A polícia conseguiu chegar até o o falsificador após a realização de uma operação na capital mineira, realizada em junho deste ano, com o intuito de desarticular um esquema de fraudes envolvendo instituições financeiras e locadoras de veículos. A qualidade da falsificação dos documentos desses veículos chamou atenção da polícia. A  partir disso, a polícia passou investigar a documentação que envolvia a fraude e conseguiu chegar até o falsificador.

“No momento da prisão o homem foi cooperativo, apresentou todo o material. Ainda vamos investigar toda a dinâmica do crime, comos era conseguido dados particulares de terceiros, no caso as vítimas para a realização dos documentos”, explicou um dos delegados que està à frente das investigações, Leandro Mota

País

Pelos materiais apreendidos a polícia constatou que o homem tinha um aparato forte para forjar documentos. A qualidade dos materiais também chamou atenção da equipe de investigação. A  polícia já constatou que o homem realizava os trabalhos de falsificação para golpistas e facções criminosas de todo o país.

“Acreditamos que ele é o maior falsário do Estado de Minas Gerais e um dos principais do Brasil, conforme  informações que já analisamos previamente, e com os documentos apreendidos com ele, vimos que o homem fornece diversos tipos de documentos sob encomenda para serem usados em todo o país. Ele possuía um prévio contato com organizações criminosas de todo o Brasil. Ele fornecia os documentos no atacado, para diversos tipos de fraudes, inclusive para foragidos da Justiça. A qualidade do material também nos  chamou atenção, eles possuem diversas características que se parecem muito com as originais”, explicou o delegado que também está à frente das investigações, Domiciano Monteiro.

Crimes que podem ser cometidos com documentos falsos

De acordo com o delegado que está à frente das investigações, Domiciano Monteiro, em posse de um documento falso a pessoa consegue realizar diversos tipos de crimes como: pegar empréstimo usando o nome de terceiros, financiar veículos, alugar veículos, praticar falsidade ideológica, estelionato e etc.

Mais investigações 

A polícia vai investigar há quanto tempo esse homem trabalhou com falsificação de documentos e quem fornecia as matérias-primas de qualidade para a fabricação dos materiais.

A polícia ainda vai investigar como eram realizadas as negociações para a compra e venda das falsificações. A polícia também vai apurar sobre o passado desse criminoso que já possui passagem pela polícia pelo crime de falsificação.

“Neste momento ainda estamos nos aprofundando no caso. O homem não quis fornecer nenhuma informação espontâneamente. Só disse que possui um vasto conhecimento em informática”, contou o delegado Monteiro.

Autuação 

De acordo com a Polícia Civil, o homem foi autuado pelo crime de falsificação de documento público e segue preso.

“Provavelmente ele vai responder por outros crimes, mas vamos investigar ainda toda a dinâmica, ” explicou o delegado Mota.

Palavra do especialista

O homem será enquadrado no Artigo 297 do Código Penal Brasileiro – falsificar ou alterar documento público como identidade, CPF e habilitação, com pena de reclusão de um a seis anos. De acordo com o professor de direito penal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Hermes Vilchez Guerrero, este é um crime contra a fé pública.

” Por se acreditar que todo documento seja de procedência lícita se configura como um crime contra a fé pública. Este é um dos crimes mais antigos do mundo, que só se aperfeiçoa com o tempo e com o uso das tecnologias”, comentou o professor.

O professor também explicou que se o homem falsificou documentos para serem usados em empréstimos bancários, ele também realizou o crime de estelionato.

“O sujeito que falsifica com o intuito de lesar por exemplo, uma insituição bancária promove o crime contra o patrimônio público, então a pena pode ser aumentada de acordo com os delitos que forem somados”, explicou.

Ainda conforme Guerrero, quem compra um documento falso também comete crime.

“Quem compra material falso responde pelo Artigo 304 do Código Penal Brasileiro, uso de falsificação, com pena de  dois anos de prisão”, alertou. No entanto, se a pessoa estiver portando um documento falso sem saber, ela não será presa.

Fonte: O TEMPO

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