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Ministério da Saúde confirma intenção de não aplicar CoronaVac em 2022

Possibilidade de não renovar contrato com o Instituto Butantan, que produz o imunizante, foi confirmada em documento enviado à CPI da Pandemia no Senado.

O Ministério da Saúde confirmou a possibilidade de encerrar o uso da vacina CoronaVac contra a Covid-19 a partir de 2022. Um dos motivos colocados pela pasta é a não emissão do registro definitivo do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina ganhou apenas autorização para uso emergencial, segundo a pasta, “para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença no território nacional”.

A taxa de proteção garantida pela CoronaVac, considerada “baixa” pelo Ministério da Saúde, também é apontada como um peso na decisão de descontinuar o imunizante. “Além do fato de estudos demonstrarem a baixa efetividade do imunizante em população acima de 80 anos, discussões na Câmara Técnica que não indicaram tal imunizante como dose de reforço ou adicional, assim, no atual momento, só teria indicação como esquema vacinal primário em indivíduos acima de 18 anos. Há estudos em andamento que sinalizam que mesmo usando em esquema vacinal primário há que se considerar uma terceira dose”, diz a pasta.

As informações estão disponíveis em documento enviado pelo Ministério à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado. Na terça-feira (5), os senadores integrantes da comissão mandaram perguntas ao ministro Marcelo Queiroga sobre esse assunto e também sobre o plano para a vacinação contra a doença no ano que vem.

A CoronaVac foi a primeira vacina contra a Covid-19 aplicada no Brasil, em janeiro deste ano. O contrato com o Instituto Butantan, que fabrica o imunizante, foi encerrado em setembro após a entrega de 100 milhões de doses. Também na terça-feira, Queiroga comentou a possível não renovação do acordo ao reforçar que a vacina não tem o registro definitivo da Anvisa.

“O contrato é um documento feito entre as partes. E isso foi feito de forma emergencial. Este agente imunizante obteve o registro emergencial da Anvisa. Nós esperamos que a Anvisa conceda o registro definitivo e com o registro definitivo, o Ministério da Saúde considera esta ou qualquer outra vacina com registro definitivo para fazer parte do Plano Nacional de Imunizações”, disse o ministro.

Segundo pesquisas do Instituto Butantan, a CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global em testes realizados no Brasil, ou seja, na capacidade de proteger em casos leves, moderados ou graves da doença. A vacina tem 78% de efetividades na prevenção de casos considerados sintomáticos leves.

Em outra pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a taxa de proteção da CoronaVac contra mortes é de 82,7% na população de 40 a 59 anos, e de 45% na população com mais de 80 anos. A efetividade do imunizante contra casos graves chega a 60,8% entre os idosos de 60 a 79 anos, mas cai para 29,6% com mais de 80 anos.

Fonte: O TEMPO

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