Inflação de 2021 chega a 10,42% e é a maior desde 2015
23 de dezembro de 2021

Considerado uma prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,78% em dezembro e encerrou o ano com alta acumulada de 10,42%. O índice de 2021 é o maior acumulado em um ano desde 2015 (10,71%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (23)

O índice oficial de inflação do país é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também calculado pelo IBGE. O IPCA-15, pelo fato de ser divulgado antes, sinaliza uma tendência para os preços. Por isso, é conhecido como uma prévia.

O maior impacto e a maior variação vieram dos transportes, que encerraram o ano com alta acumulada de 21,35%.

O resultado do grupo foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos combustíveis (3,40%), em particular, da gasolina, que subiu 3,28% e contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês.

Além disso, os preços do etanol (4,54%) e do óleo diesel (2,22%) também apresentaram alta, embora as variações tenham sido menores que as do mês anterior, informou o instituto.

No grupo habitação, a maior contribuição veio da energia elétrica, com alta de 0,96% no mês, resultado próximo ao registrado em novembro (0,93%). Desde setembro, está em vigor a bandeira de escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

A variação positiva da taxa de água e esgoto, de 0,89%, é consequência dos reajustes de 9,86% no Rio de Janeiro (8,09%), em vigor desde 8 de novembro, e de 9,05% em Salvador (4,41%), vigente desde 29 de novembro.

No grupo alimentação e bebidas, a alta de 0,35% se deve principalmente à alimentação no domicílio (0,46%). A maior contribuição individual veio do café moído, que apresentou alta de 9,10% e acelerou em relação a novembro (4,91%). Além disso, os preços das frutas (4,10%) e das carnes (0,90%) subiram em dezembro, após os recuos do mês anterior, segundo o IBGE. A cebola também apresentou aumento de 19,40% no mês.

No lado das quedas, os destaques foram o tomate (-11,23%), o leite longa vida (-3,75%) e o arroz (-2,46%).

Fonte: O TEMPO

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