Viçosa fecha janeiro com aumento de mais de 7.200% nos casos de Covid
1 de fevereiro de 2022

Viçosa encerrou o mês de janeiro quebrando recordes de casos de Covid-19. Se em dezembro os casos confirmados da doença se limitaram a 63, em janeiro esse número foi de 4.565 pessoas contaminadas pelo coronavírus. O que representa um aumento de cerca de 7.246% nos casos quando os meses são comparados.

A elevação ocorre em meio à disseminação da variante ômicron. Mais transmissível que as versões anteriores do coronavírus, ela corresponde a praticamente todas as amostras positivas de testes de Covid-19 do país. A expectativa de pesquisadores é que o pico da onda atual ocorra em fevereiro, com queda de casos em seguida. 

Mortes

Além do aumento do número de casos, o número de mortes também saltou, mas não na mesma proporção do aumento de casos. No último mês de 2021, Viçosa não registrou nenhuma morte por conta da doença ou suas complicações. Já em janeiro, o município contabiliza oito óbitos, um aumento de 800%.

Segundo um balanço feito pela Prefeitura, em relação as mortes de pacientes residentes no Município de Viçosa, no período de 01 a 27 de janeiro, 33,33% apresentaram esquema vacinal completo e 66,67% não haviam completado o esquema vacinal.

Em relação as comorbidades, 100% dos pacientes que morreram apresentaram um quadro clínico com mais de uma doença. Já em relação às mortes de pacientes com comorbidades prévias, a doença cardiovascular representa 50% dos casos, seguido de hipertensão arterial sistêmica (50%), doença neurológica crônica (50%), diabetes (33,33%), doença renal crônica (33,33%) e pacientes em tratamento oncológico (16,66%).

A faixa etária com mais óbitos registrados é entre 70 a 79 anos, sendo 50% dos óbitos do município; logo depois aparecem as pessoas com idades acima dos 80 anos (33,33%), e em seguida a população de 50 a 59 anos (16,66%).

Minas tem recorde de infecções em janeiro, com quase meio milhão de casos

O Estado contabilizou quase 490 mil confirmações da doença, mais que o dobro do que foi registrado no pico da pandemia de 2021, em março, quando foram aproximadamente 240 mil confirmações. 

O número de óbitos por Covid-19 no Estado, entretanto, não aumenta na mesma escala das infecções confirmadas. Em janeiro, 655 mortes foram contabilizadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Em março de 2021, foram 5.734 mortos pela doença e abril, que teve o maior volume desde o início da pandemia, registrou quase 9.000 óbitos. 

Há indícios de que, em geral, a variante ômicron resulte em quadros mais leves por não atacar o pulmão com tanta intensidade quanto as primeiras variantes. Cerca de 74% da população do Estado está vacinada com duas doses dos imunizantes, o que impede um crescimento mais expressivo de casos graves e de mortes. “Se tivéssemos este cenário de alta incidência um ano atrás, sem vacina, estaríamos vivenciando um período muito mais difícil”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, em coletiva de imprensa neste mês. 

Hoje, uma a cada 1.000 pessoas com a doença necessita de internação em UTI, de acordo com o secretário. A ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas chega a quase 61% atualmente. Em Belo Horizonte, 84,4% dos leitos de UTI para Covid-19 estão ocupados, ao mesmo tempo em que profissionais da saúde reclamam da falta de mão de obra devido às infecções que se alastram entre colegas. 

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