Muriaé: PM reformado que matou esposa deve ficar preso até o julgamento; relembre o caso
7 de fevereiro de 2022

O ex-vereador e policial reformado Joel Morais, de 51 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e deve ficar preso, pelo menos, até o julgamento, que não tem data prevista.

A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Joel se entregou em dezembro do ano passado e confessou ter matado a esposa. Ele está preso desde então, e anteriormente, teve a prisão temporária prorrogada.

No dia 8 de dezembro do ano passado, Joel Morais de Asevedo Junior se entregou na Delegacia de Polícia Civil de Muriaé. Acompanhado de um advogado, ele confessou ter matado a esposa, Priscila Silva Dala Paula Azevedo, de 26 anos.

Na decisão da prisão preventiva, a juíza Michelle Felipe Camarinha de Almeida citou que “basta uma simples leitura de como os fatos supostamente ocorreram para constatar a necessidade de se garantir a ordem pública em prol da sociedade, posto que o denunciado, com sua atitude audaz, demonstrou ser uma pessoa potencialmente perigosa, que despreza a vida humana”.

Além disso, a Justiça pontuou que apesar de o acusado ser réu primário, a conduta praticada demonstra desprezo pelas normas de convívio social e a periculosidade concreta dele, sendo a decretação da prisão preventiva necessária para o resguardo da ordem pública.

Investigações apontam que vítima estava dormindo

Conforme consta nos autos do processo, foi apurado que no dia 8 de dezembro de 2021, Joel efetuou 2 disparos fatais de arma de fogo contra a, até então esposa, Priscila Silva Dala Paula Asevedo, de 26 anos.

De acordo com o laudo pericial do local do crime, não há sinais de luta corporal entre vítima e denunciado e os disparos efetuados bem próximos ao corpo da vítima, indica que Priscila estava dormindo no momento do crime, por isso não poderia se defender.

Além disso, foi possível verificar que, durante o período em que permaneceu na casa até a chegada dos advogados, o policial reformado e ex-vereador acessou o celular da vítima, “tendo indícios que Joel tenha, inclusive, acessado e apagado arquivos da vítima que comprovassem outros crimes supostamente praticados por ele e poderiam ser de conhecimento da vítima, levando em consideração que o mesmo é investigado por fraudes públicas quando exerceu o cargo de vereador”.

As apurações apontaram, ainda, que o ex-vereador, “sabedor da possibilidade de recuperação de arquivos apagados”, ocultou o aparelho em uma caixa de descarga a fim de danificá-lo e ocultar provas e dificultar as investigações.

“Imperioso destacar que o denunciado permaneceu no imóvel com a vítima morta por mais de 2 horas, quando só então contactou seus advogados que o aconselharam, e, posteriormente, se entregou à polícia, reconhecendo o cometimento do homicídio, no entanto, sem dar nenhuma explicação plausível acerca dos fatos”, citou no processo.

A Justiça apontou, ainda, que Joel premeditou a morte da esposa, uma vez que ela poderia usar informações sigilosas a respeito dele como forma de dar fim ao casamento.

“Assim, o modus operandi empregado denota a gravidade concreta do crime e a periculosidade do denunciado, o qual teria praticado o delito por motivo torpe, para assegurar a ocultação de outro crime e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, sua até então companheira, a qual teria sido alvejada por dois disparos de arma de fogo, na cabeça, enquanto dormia, demonstrando, portanto, a periculosidade do agente e a adequação da Prisão Preventiva para a preservação da ordem pública”.

O caso

O policial militar reformado e ex-vereador Joel Morais de Asevedo Junior se entregou em dezembro na Delegacia de Polícia Civil de Muriaé. Ele estava acompanhado de um advogado e confessou ter matado a esposa, Priscila Silva Dala Paula Azevedo.

Segundo o advogado Ricardo Couri, o cliente, conhecido como Sargento Joel, afirmou que estava “muito abalado psicologicamente” e que “ele não lembra de nada”. A defesa afirmou ainda que “tudo é muito precoce e o suspeito não relatou nenhum detalhe para a defesa”.

De acordo com as informações da Polícia Civil, o ex-vereador chamou os advogados até a casa dele e contou que havia “feito besteira”, tinha matado a esposa e queria se apresentar à polícia.

O casal tem um filho de 1 ano e 10 meses, que ficou com a avó materna.

Na delegacia, o militar reformado confessou a autoria do crimeEle afirmou ter matado a esposa com uma pistola própria já que como sargento da reserva tem porte de arma de fogo. O Sargento Joel entregou a arma supostamente usada no crime aos policiais.

Diante da situação, a Polícia Civil pediu a prisão temporária dele, concedida pela Justiça. Por ser policial da reserva, o suspeito foi levado para o 21º batalhão da Polícia Militar (PM) em Ubá. O caso segue em investigação.

Com informações do G1

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