Aluna do Coluni tira 1.000 na redação do Enem e conta rotina de estudos
11 de fevereiro de 2022

A aluna do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (CAp Coluni) Malu Souza Nick, de 18 anos, foi uma das poucas estudantes do Brasil inteiro a alcançar o tão sonhado mil na redação do Enem. Para se ter uma ideia do feito, na aplicação do ano passado, apenas 28 estudantes de todo o país tiraram 1.000. Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgou o balanço das notas.

Malu é natural de Lavras, na região do Campo das Vertentes, e se mudou para Viçosa em 2007. Atualmente, ela mora em Montes Claros, com a mãe e a irmã.

Ela conta que assim que viu a nota, tomou um susto. Segundo a estudante, ela pensou que pudesse ter sido algum erro, já que pouquíssimas pessoas atingem o 1000.

“Assim que vi a nota eu assustei, pensei que pudesse ter sido algum erro no site, já que pouquíssimas pessoas atingem o 1000 e, consequentemente, nós, estudantes, temos a ideia de que ele é inalcançável. Quando saí do site e entrei novamente, vi que ele ainda estava lá, o que foi um misto total de felicidade, euforia, alívio e sensação de dever cumprido. Percebi que todo esforço que tive ao longo dos anos não foi em vão e que, com foco, dedicação e oportunidade a gente pode ir longe”, disse Malu.

Malu Souza. (Foto: Acervo Pessoal)

Rotina

Mas, para atingir a nota, é preciso uma dura rotina de estudos. Em contato com a nossa reportagem, Malu Souza explica que sua rotina de estudos semanal era sempre a mesma, “quase religioso”.

“Toda semana, era quase religioso, eu assistia a aula, estudava o material enviado pela professora, aprofundava nos conhecimentos relacionados ao tema e fazia o texto. Além de estar sempre fazendo os temas, eu sempre analisava as correções que a minha professora, Fernanda Brandão, enviava e, quando necessário, eu fazia a reescrita para aprimorar determinados pontos da dissertação”, conta a estudante.

Além disso, ela conta ainda que outro ponto determinante foram as monitorias com a professora. Ela diz que fazia duas vezes por mês e que era nesse momento que ela conseguia debater as ideias, discutir repertórios e sanar suas dúvidas.

Estudos e pandemia

Assim como todos os outros milhões de estudantes do Brasil, Malu também teve seus estudos prejudicados por conta da pandemia da Covid-19, que obrigou os alunos a ficarem em casa e estudarem de forma remota durante a maior parte (ou toda) de de 2020 e 2021.

Segundo ela, os estudos das outras matérias foi muito prejudicado por conta da pandemia. No entanto, conta que teve o privilégio de ter recebido todo o suporte necessário do seu curso de redação e da professora para que esse ensino, em específico, não fosse tão prejudicado.

“Tive o privilégio de fazer parte do curso Redação Nota Mil, que conseguiu se adaptar muito bem ao ensino remoto/on-line e, no intuito de suprir possíveis lacunas causadas por essa “distância”, a Fernanda sempre deu todo suporte que eu precisava pelo whatsapp/instagram”, afirma.

O caminho para o mil

Não há uma fórmula concreta para se chegar ao mil na redação do Enem. Afinal, diversos fatores podem influenciar a contagem da nota de determinado estudante. No entanto, receber dicas de quem alcançou o feito pode ser benéfico para qualquer aluno.

Malu diz acreditar que o caminho para alcançar uma boa nota na redação passa por ter uma rotina de prática associada à correção dos erros. Ela afirma, ainda, que é preciso ter estratégia e controle emocional para o dia da prova, já que o Enem é um exame exaustivo e, cada vez mais, os temas propostos pegam os alunos de surpresa.

“Creio que isso é o fundamental e, algo pessoal, que tenho certeza que me ajudou muito, foi ler várias redações nota 1000, as quais estão disponibilizadas gratuitamente na internet. Esse costume de ler textos nota máxima me ajudou a aperfeiçoar minhas produções textuais, a ter novas ideias, a conhecer repertórios e a aprimorar meu senso crítico, fator essencial para elaborar a dissertação proposta pelo exame”, finalizou.

Neste ano, o tema da redação foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. Malu concederá uma entrevista, ao vivo, ao Jornal da Montanhesa desta sexta-feira (11), a partir de 12h30.

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