quarta-feira, 17 de junho de 2026
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UFV participa de estudo que avalia cultivares de café em Minas Gerais

UFV participa de estudo que avalia cultivares de café em Minas Gerais

Trabalho foi financiado pelo Consórcio Pesquisa Café e coordenado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Entenda a ação e o resultado.

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) participou de um estudo para avaliar o desempenho de 20 cultivares de café em Minas Gerais. A pesquisa foi realizada juntamente com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

Os trabalhos foram financiados pelo Consórcio Pesquisa Café e coordenados pela pesquisadora da Epamig, Waldênia de Melo Moura.

Avaliação

Comparação entre as raízes com a concentração adequada de N (esq) e baixa concentração de N (dir) — Foto: Waldênia Moura/Divulgação

Os estudos consideraram duas situações:

  • solução nutritiva com baixas concentrações de nitrogênio (N)
  • solução nutritiva com baixas concentrações de potássio (K).

O resultado apontou que as cultivares Tupi IAC 1669-33; Catucaí 785/15; Araponga MG1; Obatã IAC 1669/20; e Topázio MG1190 foram as mais eficientes na utilização de nitrogênio. O elemento é o nutriente mais exigido para o crescimento e desenvolvimento dos cafeeiros, crucial para produção dos cafezais.

Já o potássio, segundo nutriente mais consumido pelos cafeeiros, tem importante papel na síntese de proteínas, carboidratos e na tolerância a pragas e doenças. Além disso, o mesmo contribui para a regulação osmótica e para a qualidade de bebida, ao ativar a enzima polifenoloxidase presente nos frutos.

Na avaliação, as cultivares Araponga MG1; Rubi MG 1192; Obatã IAC 1669/20; Caturra Amarelo IAC476; IPR 102; Catuaí Vermelho IAC 15; Tupi IAC 1669-33; Catucaí 785/15 e Caturra Vermelho IAC 477 foram as mais eficientes.

Segundo a pesquisadora, as cultivares se destacaram por apresentar maior eficiência de enraizamento e de conversão dos nutrientes em biomassa.

“Esses resultados necessitam ser validados no campo para serem recomendados aos agricultores. No entanto, servem de base para programas de melhoramento genético com o objetivo de desenvolver cultivares mais eficientes nutricionalmente para nitrogênio e potássio”, explicou.

Importância

O Brasil é o 2º e o 4º maior consumidor mundial de fertilizantes potássicos e nitrogenados, o que o torna dependente da importação desses produtos.

Conforme a empresa, a guerra envolvendo a Rússia, país que está entre os principais fornecedores de fertilizantes, fez aumentar a preocupação sobre um provável desabastecimento desses insumos.

“Em geral, as regiões cafeeiras apresentam solos naturalmente ácidos e com baixa fertilidade. Para se obter elevadas produtividades é necessário a correção do pH do solo e o uso de grandes quantidades de fertilizantes químicos”, explicou Waldênia Moura.

Especificamente sobre o nitrogênio e o potássio, a pesquisadora informou que o uso nas adubações se dá principalmente na forma de ureia, sulfato de amônio e o cloreto de potássio, que com o aumento dos preços, terão impactos no custo de produção.

Por G1